Lindemberg ameaçou Eloá para Nayara entrar no apartamento

Em seu depoimento à polícia, Nayara afirma que recebeu orientações para convencer Lindemberg a se render

da Redação, estadao.com.br

23 de outubro de 2008 | 21h04

 Lindemberg ameaçou Eloá com uma arma para convencer Nayara a entrar no apartamento onde a amiga era feita refém. A afirmação foi feita pela menina durante seu depoimento na tarde de quarta-feira, 22, quando Nayara declarou que não ouviu um tiro antes de os policiais do Gate terem invadido o apartamento onde ela e a amiga eram feitas reféns por Lindemberg. Em seu depoimento, Nayara conta os momentos que viveu como refém e que, em muitas situações, a amiga Eloá teve crises nervosas.  Veja também:Veja o depoimento de Nayara à polícia na íntegra Lindemberg ficou chocado ao saber da morte de EloáEquipe do Gate pode ter se confundido com tiro, admite coronel'Não houve tiro antes da invasão', afirma Nayara à políciaInquérito sobre seqüestro de Eloá será concluído na sexta-feiraGate pode ser punido por ter negociado no caso EloáPerguntas e respostas sobre o caso Eloá Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Nayara contou aos policiais que não lembra o que aconteceu após a invasão, apenas que Lindemberg resistiu à prisão e que Eloá estava ferida e parecia inconsciente. A menina prestou depoimento dentro do Hospital Central de Santo André, logo depois de ter alta médica. Após a invasão do Gate, ela foi atingida por um tiro no rosto e a bala ficou alojada em sua arcada dentária. Em seu depoimento, a menina afirma que na quinta-feira, 16, policiais militares apareceram na casa de sua família e informaram Nayara que ela voltaria ao local do seqüestro para negociar a rendição de Lindemberg. Segundo ela, em momento algum os policiais pediram autorização aos pais para que ela voltasse ao local - eles foram informados que os contatos com Lindemberg seriam feitos por telefone. No entanto, no momento que ela e o irmão de Eloá foram colocados em um carro da polícia, eles receberam orientações sobre como deveriam agir. Nayara diz que foi orientada a ir até o andar do apartamento onde Eloá era mantida refém, enquanto Douglas - irmão de Eloá - deveria ficar um lance de escada abaixo. A menina afirma que foi orientada a não chegar próximo à porta do apartamento, mas que enquanto falava com Lindemberg, ele pedia para que ela se aproximasse da porta. Quando chegou perto da entrada do apartamento, viu Lindemberg apontando uma arma para a cabeça de Eloá. Neste momento, o seqüestrador ordenou que Nayara voltasse ao apartamento e a manteve como refém.

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