Ligação política teria começado na CPI do IPTU

Testemunha que prestou depoimento sob sigilo ao Ministério Público do Estado (MPE) afirmou que a ligação da quadrilha acusada de fraudar impostos na capital com políticos começou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da Câmara Municipal, instalada em 2009.

Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta, Fabio Leite e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2013 | 02h01

Segundo ela, Antonio Donato (PT) e Aurélio Miguel (PR), respectivamente relator e presidente da comissão, teriam recebido dinheiro de fiscais. Na ocasião, o então subsecretário da Receita, Ronilson Rodrigues, e Eduardo Barcellos, chefe de Arrecadação da Prefeitura, prestaram depoimento.

Outro depoente foi Leonardo Leal Dias da Silva, à época diretor do Departamento de Isenções, e que pediu demissão na sexta, após aparecer nas escutas da quadrilha. Ele nega.

O relato da testemunha não especifica qual era a destinação da suposta propina. O MPE apura se outros vereadores da CPI teriam recebido dinheiro. Também participaram da comissão Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Arselino Tatto (PT), Cláudio Fonseca (PPS), Marta Costa (PSD), Souza Santos (PSD) e Wadih Mutran (PP).

"Nunca recebi qualquer recurso de nenhum dos envolvidos na investigação iniciada pela Controladoria do Município", afirmou Donato, em nota.

Aurélio Miguel negou ter recebido dinheiro dos fiscais e disse que repudia "toda e qualquer insinuação que me inclua entre aqueles que foram beneficiados pelo esquema montado na Secretaria de Finanças". Ele pediu à Prefeitura e ao MPE que investiguem irregularidades envolvendo o IPTU e cobranças de outorgas onerosas.

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