Liga quer bombeiros na Cidade do Samba

Dois dias após o incêndio na Cidade do Samba, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) pediu ontem ao governo do Estado do Rio a criação de uma brigada permanente do Corpo de Bombeiros no local. O diretor de Carnaval da entidade, Elmo José dos Santos, agora quer "redimensionar" o sistema antifogo, que foi insuficiente para debelar o incêndio, na segunda.

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2011 | 00h00

Há cerca de dois meses, o Corpo de Bombeiros comunicou à Liesa vazamento nas tubulações que abastecem de água os sprinklers (chuveiros automáticos), disse Elmo. Segundo ele, a prefeitura e a Construtora Delta, que ergueu a Cidade do Samba, foram comunicadas sobre o problema. "Os responsáveis por essa manutenção, a Riourbe e a construtora, vieram fazer reparos. Mas tecnicamente não posso dizer o que aconteceu e que tipo de reparo foi feito. Mas garanto que tudo foi acionado."

O Ministério Público do Rio instaurou na terça-feira inquérito civil para apurar as causas do incêndio que destruiu o barracão da Grande Rio e atingiu os galpões da União da Ilha e da Portela. Segundo o MP, a instauração do inquérito considerou não só os danos ao patrimônio público, como indícios de que o acidente teria ocorrido por falhas no sistema antifogo. O fato levou o Corpo de Bombeiros a lavrar um auto de interdição dos barracões atingidos.

Devolução. Hoje, a Grande Rio deve retomar os trabalhos no Galpão 7, cedido pela União da Ilha. A Liesa vai devolver o dinheiro do ingresso para quem ficou insatisfeito com a troca da data dos desfiles de Mocidade e Portela. Como as três escolas afetadas desfilariam na segunda, a Portela foi transferida para domingo e a Mocidade, para segunda-feira. O reembolso pode ser pedido até dia 21 na Central de Vendas - tel: (21) 2233-8151. Não é possível trocar ingressos.

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