Líderes serão transferidos para presídios federais de MS e PR

SÃO LUÍS

Wilson Lima / SÃO LUÍS ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2010 | 00h00

Pelo menos 22 presos, que seriam os líderes do motim, serão transferidos para os presídios federais de Mato Grosso do Sul e Paraná. A Polícia Militar ocupará o Presídio São Luís nos próximos dias, até que sejam melhoradas as condições de segurança no local - uma revista feita nas cadeias ontem apreendeu dois revólveres de calibre 38.

O secretário de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes, disse que a investigação sobre os possíveis culpados está apenas no começo. Um inquérito foi aberto ontem e alguns detentos estão sendo ouvidos dentro do São Luís. "Houve simplesmente uma rebelião no intuito de cometer a barbárie, a não ser que alguém esteja insuflando essa movimentação. É até possível a interferência de pessoas de fora, mas isso está sendo investigado", complementou.

Rixas. Não estão previstas novas transferências. A medida poderia servir para aliviar ânimos. Oficialmente, sabe-se que existe uma rixa entre os presos alojados na Penitenciária São Luís, que abriga os detentos de maior periculosidade do Estado. Os presos de Imperatriz, os da Baixada Maranhense (cidades como Pinheiro, São Bento e Viana, entre outras) e os de São Luís são obrigados a dividir celas, muito embora, normalmente existam conflitos entre eles.

Na rebelião desta semana, alguns detentos chegaram a citar como exigência, após as mortes, a transferência de alguns para as respectivas cidades. Eles também exigiram a diminuição da superlotação, melhorias no abastecimento de água e de comida para o presídio e a exoneração do diretor-geral, Luís Henrique Freitas. O governo nega irregularidades.

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