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Líderes da igreja Renascer voltam ao Brasil após prisão nos EUA

Casal voltaria ao País só no dia 16, mas teve autorização antecipada já que um dos seus filhos está internado

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S. Paulo,

01 de agosto de 2009 | 10h35

O casal Estevam e Sonia Hernandes, dirigentes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, voltaram neste sábado, 1º, a São Paulo depois de um período de 2 anos e 6 meses de prisão e liberdade condicional nos Estados Unidos. Condenados após tentar entrar no país com dólares não declarados, os dois seriam liberados pela Justiça americana no próximo dia 16 de agosto. No entanto, o juiz autorizou a antecipação da viagem porque um dos três filhos do casal está em estado grave em m hospital de São Paulo e corre risco de morte.

 

O voo vindo de Miami chegou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, por volta das 5 horas deste sábado. Estevam e Sonia Hernandes foram recebidos com festa por um grupo de 40 bispos e fiéis da Renascer, que pulavam e gritavam "apóstolo, eu te amo" e "ôôô, Renascer até morrer".

 

Enquanto Estevam sorria e era abraçado por fiéis, bispa Sonia, visivelmente abalada, foi cercada e consolada pelos amigos mais próximos. Segundo a assessoria de imprensa da igreja, os dois seguiram direto para o hospital, que não teve o nome divulgado, e não devem dar declarações.

 

 

O casal foi preso em janeiro de 2007 no Aeroporto de Miami ao tentar entrar no país com US$ 56.467 escondidos em uma Bíblia, em CDs gospel e em duas bolsas, embora tivessem declarado à alfândega U$ 10 mil cada um.

 

No Brasil, os Hernandes respondem por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica na 1ª Vara de Justiça Criminal de São Paulo. Na denúncia, o Ministério Público de São Paulo refere-se à segunda maior comunidade neopentecostal do País como uma "organização criminosa montada para lavar dinheiro proveniente de estelionato".

 

O Ministério Público ainda levantou cerca de 100 ações civis por cobrança de dívidas contra integrantes da Igreja - são processos trabalhistas, fiéis reclamando que foram obrigados a fazer doações, locatários que nunca receberam o dinheiro de aluguéis dos templos.

 

Texto ampliado às 11h10 para acréscimo de informações.

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