DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Líder do ‘ranking’ da dengue, Trabiju contesta dados do Ministério

Boletim epidemiológico de quinta-feira atribuiu ao município de 1.680 habitantes coeficiente de 14.242,4 casos para 100 mil habitantes

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

14 Março 2015 | 17h56

SOROCABA - O prefeito de Trabiju, Fabrício Vanzelli (DEM), enviou ofício ao Ministério da Saúde contestando os números que colocam a cidade com a maior incidência de dengue. Boletim epidemiológico de quinta-feira atribuiu ao município de 1.680 habitantes coeficiente de 14.242,4 casos para 100 mil habitantes - 235 infectados.

Segundo Vanzelli, muitos casos notificados já deram negativo e não foram desconsiderados. "Estamos com 111, dos quais 38 confirmados", disse. "Nesse momento, a dengue está zerada."

Moradores, porém, afirmam que há mais casos do que informa a prefeitura. "Eu sei que tive dengue, mas meu exame veio do laboratório como inconcluso", disse a professora de educação infantil Sandra Cristina Guideli. Na família, a mãe, um filho e um cunhado tiveram a doença. "Só o exame do meu menino confirmou, o que é estranho."

O operador Tomas Edson Genari diz que teve dengue e em seguida sua namorada apresentou sintomas. "Ela tomou os remédios, mas não foi feito o exame." Vanzelli garante que todas as suspeitas são notificadas. "Não encobrimos. Em janeiro, fizemos quase 400 testes. Temos 12 médicos e não passa nada."

A cidade, que nunca registrou homicídio, está em guerra contra o mosquito. Agentes foram autorizados a entrar nas casas sem moradores. A agente de saúde Valéria Ribeiro Saba disse que até agora não foi preciso tomar medidas drásticas. "Aqui todos se conhecem e, se a casa está fechada, procuro o dono e pego a chave."

Mais conteúdo sobre:
dengueepidemiadoença

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.