Licitação prevê mais 3 andares na Câmara

Projeto também inclui modernização da fachada e reforma do edifício-garagem

ADRIANA FERRAZ , DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2013 | 02h03

A reforma do andar térreo nem terminou e a Câmara Municipal de São Paulo já abriu licitação para mais obras no Palácio Anchieta. Na primeira reunião da nova Mesa Diretora, foi autorizada a contratação de um projeto executivo para modernização da fachada, instalação de ar-condicionado central, medidas de sustentabilidade e construção de três andares para novas salas, auditório para 250 pessoas e um jardim suspenso no último pavimento.

O valor do pacote ainda não está orçado, mas só o projeto pode custar até R$ 2 milhões. Segundo o atual presidente da Casa, José Américo (PT), a prioridade é tornar o edifício de 13 andares mais seguro. "As janelas não têm vedação, quebram com facilidade e ainda machucam as mãos das pessoas. Essa modernização é a ação mais importante. A ampliação do prédio vai depender do orçamento, pois se trata de uma obra grande, mas também necessária."

A planta original do prédio já previa 16 andares, mas ela não foi totalmente concluída em 1969, quando a Câmara passou a funcionar no Viaduto Jacareí, no centro. Agora, se terminado, o Palácio vai ganhar dois pavimentos para abrigar salas administrativas, Ouvidoria e auditório, além de uma cobertura verde, aberta ao público.

Tanto espaço, segundo o vereador, não é exagero. Hoje, de acordo com Américo, muitos departamentos estão apertados, sem condições adequadas de trabalho. No entanto, nos corredores, o que se percebe é sobra de espaço. No primeiro andar, há gabinetes de lideranças que passam boa parte do ano de portas fechadas.

Garagem. A proposta de ampliação e modernização do prédio não é a única aprovada pela nova gestão. Na semana passada, foi autorizada também a contratação de uma reforma avaliada em R$ 11 milhões no edifício-garagem da Câmara, que fica na Rua Santo Antônio.

O processo licitatório, publicado no Diário Oficial da Cidade do sábado, prevê reestruturação completa da área de 24 mil metros quadrados, dividida em cinco andares, que tem capacidade para guardar até 800 carros.

"A situação da garagem é crítica. Está cheia de infiltrações, rachaduras, problemas elétricos e hidráulicos. Hoje, quando chove, o primeiro andar alaga", afirma José Américo. Segundo o petista, a abertura da licitação já era discutida. "Essa era uma medida urgente a ser tomada. Depois da conclusão das obras, podemos estudar a locação de parte das vagas, já que nossa demanda é de cerca de 400 veículos."

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