Lentidão nos kms 62 e 63 da Anchieta facilita arrastão

O topógrafo José Carlos Castilho estava bem perto de chegar a Santos depois de uma segunda-feira de trabalho, quando parou num congestionamento de 11 quilômetros na Rodovia Anchieta. Assim como outros cinco motoristas, ele foi vítima de um arrastão promovido por adolescentes. "Levei uma gravata e arrancaram o celular da minha mão." Os crimes se somam a outros seis registrados neste mês.

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

A onda de assaltos fez a Polícia Militar reforçar o patrulhamento no trecho crítico, entre os kms 62 e 63. Além de manter viatura de plantão 24 horas, policiais de motocicleta têm circulado pelo acostamento.

Segundo a corporação, além do grande número de caminhões que chegam de outros Estados, principalmente às segundas, há uma obra da prefeitura de Santos que deve provocar congestionamentos pelo menos até sábado. Trata-se da reurbanização da zona portuária, mais especificamente no entorno da Avenida Alberto Schweitzer. A prefeitura diz que mantém sete postos da CET local para auxiliar motoristas, além de patrulha até de madrugada.

"Eu vi os carros da frente e o de trás do meu sendo assaltados", lembra José Carlos. "Eles estavam em 15. Atravessaram a rodovia, mas não imaginei que viriam em minha direção."

O empresário Warley Wagner ficou com o cano de uma arma na cabeça. Ele tinha ido buscar a mulher em Cubatão. "Pediram para passar a carteira e o celular. Estava com os vidros abertos, por causa do calor." Ele permaneceu parado na via das 18h30 até a hora do assalto, às 20h10.

O capitão Gilson Geraldo Gonçalves, da 5.ª Companhia do Policiamento Rodoviário, explica que de segunda a quarta-feira caminhões passam com mais frequência pela Anchieta, congestionando o trânsito e se juntando aos motoristas que voltam do trabalho para Santos. "Normalmente, o congestionamento nesse trecho é de 4 a 5 quilômetros. Na segunda, eram 11."

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