Leitura da peça

Mal comparando

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h06

Sem querer aqui entrar no mérito da culpabilidade de Duda Mendonça na ação do mensalão, a defesa do publicitário no STF proferida pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, estava muito mais interessante de se assistir ontem à tarde na TV do que o jogo da seleção. Resultado: perdi os dois gols do Pato na vitória de 3 a 0 sobre a Suécia!

Ciúme bobo

Só uma coisa perturba o sono de Lula no momento: esse nhenhenhém do FHC em defesa de Dilma Rousseff no enfrentamento à greve dos servidores federais tirou o ex-presidente do sério.

Ela voltou!

Forte concorrente ao "Notícia Enguiçada 2012", a paralisação das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte está novamente nas manchetes por determinação da Justiça!

Sempre ela!

A oposição no Ceará voltou a pegar no pé da sogra de Cid Gomes. Dizem agora em Fortaleza que foi dela a ideia de contratar Plácido Domingo por R$ 3 milhões para o show que inaugurou ontem à noite o Centro de Eventos do Estado. Será?

Dois pesos...

Pesquisas qualitativas de candidatos à Prefeitura de São Paulo confirmam: o eleitor da periferia tem dificuldade com o nome Haddad. Já Schwarzenegger todo mundo sabe quem é!

É desumano! Não digo nem com quem passará os próximos três ou quatro dias de expediente no STF ouvindo o voto do relator Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão. O orador é, no caso, a principal vítima do rito de leitura de 1 mil páginas enfadonhas, tanto faz se pedindo a condenação ou a absolvição dos 38 réus do processo.

Quem, como o ministro, já teve problemas crônicos na coluna chega a sentir uma pontada na lombar só de imaginar o desconforto de sua excelência. Se não encontrou posição para ouvir os advogados de defesa, pior agora com tamanha incumbência de sustentação oral.

A continuar como nos últimos dias no senta e levanta de sua cadeira ergométrica de espaldar reclinável para se esticar de pé ou se estirar na sala anexa ao tribunal, vai ficar difícil acompanhar o relator.

Não há entrevado neste País que no momento não tenha dó do sujeito. Perguntam-se uns aos outros, afinal, se o voto do ministro está redigido, por que não entregar a leitura da peça a um profissional de teatro competente para interpretar o protagonista de acordo com a liturgia da mais alta corte da Justiça brasileira?

O Milton Gonçalves faria muito bem o papel, né não?

Temporada

Como sempre acontece nesta época do ano, a moqueca de pinguim está de volta aos cardápios de Porto

Seguro. Só se fala disso no Estreito de Magalhães, de onde partem os pinguins para visitar o primo Antônio Carlos

Magalhães Neto em Salvador! Boa parte sempre fica pelo

caminho!

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