Leis orçamentárias têm sido ficção

Bastidores

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2013 | 02h00

Nos últimos seis anos, a Câmara Municipal aprovou leis orçamentárias de ficção. Com números inflados, a previsão de receitas do Executivo acaba não se confirmando ao longo do ano, mas serve para proporcionar uma taxa de remanejamento confortável para quem comanda a cidade. O teto é de 15%. Os três hospitais na periferia prometidos pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), por exemplo, tiveram verba carimbada nos últimos cinco orçamentos elaborados pela Prefeitura, mas não saíram do papel. O recurso acabou transferido ou nem sequer foi aplicado.

Neste ano, o cenário econômico dá mais argumentos ao prefeito Fernando Haddad. Indicadores apontam um desaquecimento econômico admitido até no governo federal, do mesmo PT - o crescimento do PIB teve sua projeção de 4% reduzida para 3%. Mas a ação também tenta 'blindar' a nova gestão contra ataques de adversários. Afinal, a falta de dinheiro em caixa é a primeira 'desculpa' do político que vira gestor ao não cumprir milagres vendidos na campanha. / A.F. e D.Z.

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