Leilão do Hotel Maksoud não terá 'efeitos práticos'

Justiça manteve a venda, mas quem arrematar só vai dispor do bem com o fim da pendência judicial, o que levará anos

PAULO SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h05

O desembargador Luiz Antônio Moreira Vidigal, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), acolheu "parcialmente" o pedido de cancelamento do leilão do Hotel Maksoud Plaza, marcado para hoje. O montante arrecadado seria destinado à quitação de dívidas trabalhistas do hotel. O TRT vai manter a realização do leilão, mas suspendeu seus efeitos. Significa que o eventual comprador só poderá dispor do bem depois da decisão definitiva da Justiça, o que pode levar anos.

O hotel entrou com o pedido de cancelamento na terça-feira, alegando que suas dívidas trabalhistas estavam quitadas. De acordo com a assessoria do Maksoud, decidiu-se pelo leilão por causa de uma dívida trabalhista liquidada, no valor de R$ 326 mil.

Segundo o TRT, o processo que levou o Maksoud a leilão reúne, além dessa dívida, outros 19 processos de execução da empresa Hidroservice, do mesmo grupo, somando mais de R$ 16 milhões. Há ainda 90 ações em tramitação contra o hotel (algumas já executadas) e 87 contra a Hidroservice, de cujos valores o TRT ainda não dispõe.

O Maksoud alega que, em setembro, o leilão de um imóvel de seus proprietários arrecadou R$ 37 milhões, suficientes para pagar as dívidas. O TRT nega a informação - segundo o tribunal, o imóvel em questão não foi arrematado à vista, e apenas R$ 13,7 milhões foram pagos até agora.

O leilão será hoje, às 11h56, no Fórum Ruy Barbosa (Avenida Marquês de São Vicente, 235, Barra Funda).

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