Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Leilão do Anhembi acontece em setembro e será em lote único, diz Prefeitura

Prefeitura contratou consultoria que irá formatar leilão das ações da SPTuris

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2018 | 17h57

SÃO PAULO - A Prefeitura assinou nesta terça-feira, 8, o contrato com a assessoria financeira que irá determinar as bases para o leilão das ações da São Paulo Turismo (SPTuris), empresa proprietária do complexo do Anhembi, na zona norte. O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que o leilão, que será na B3 (antiga Bovespa) deve ocorrer até o fim de setembro, arrecadando recursos para investimentos na cidade ainda no exercício deste ano. A O Prefeitura irá vender em um único lote toda sua participação da empresa, que é de cerca de 96% das ações.

"O Tribunal de Contas (do Município) havia recomendado que a gente só pudesse assinar essa contratação depois do projeto que autorizou a Prefeitura a elaborar o PIU (Projeto de Intervenção Urbanística) que foi sancionado na semana passada" disse Covas. O Banco Brasil Plural, empresa contratada, foi escolhido por licitação (pregão eletrônico) feita em fevereiro, e ficou aguardando a aprovação. O PIU é um conjunto de regras que determina as alterações urbanísticas que serão aceitas na área. A lei sancionada na semana passada definiu os parâmetros do plano, liberando a construção de até 1,68 milhão de m² na área do Anhembi, mas o projeto final ainda será elaborado pela Secretaria Municipal de Licenciamento.

A Prefeitura evita estimar valores para a venda, sob o argumento de que eles serão calculados pela consultoria.  "A partir desse trabalho, feito por uma empresa especializada nesse levantamento, aí sim vamos ter o valor de referência da venda do Anhembi", afirmou o prefeito.  O secretário de Desestatização, Wilson Poit, afirma que o trabalho da consultoria agora é fazer um pente fino nas finanças da SPTuris e avaliar o valor imobiliário do Anhembi. "Estamos vendendo uma empresa, SPTuris SA, que é cotada em bolsa. Para vender uma empresa cotada em bolsa, você contrata um advisor, que entende esses caminhos", afirmou. "Ele vai fazer uma auditoria contábil, de toda a empresa, a propriedade do terreno, que é a coisa mais valiosa que a empresa tem, e o potencial construtivo. Um terreno de 400 mil m², com um potencial que pode chegar a 1,7 milhão, aproximadamente", continuou. 

Poit diz que ficará a cargo da empresa contratada fazer a divulgação do leilão fora do País, para atrair mais interessados no Anhembi. Ele destaca ainda que haverá uma espécie de bônus para os futuros proprietários caso eles decidam manter a atividade de feiras de eventos no Anhembi (sem esse incentivo, o máximo que poderá construído no local é 1,4 milhão de m²). "O pagamento é praticamente à vista. Quem comprar vai ter um pequeno prazo, dois ou três dias, e já recebe as ações", disse o secretário. 

Os recursos  serão destinados ao Fundo Municipal de Desestatização. Será a primeira entrada de recursos no fundo, criado por lei municipal. Na Câmara, o projeto que aprovou o PIU para o Anhembi, alterou as regras do fundo para incluir a permissão para a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais também pudesse receber recursos desse fundo, originalmente exclusivo para obras das áreas de saúde, educação, assistência social e mobilidade. "Esse dinheiro não irá para o caixa único da Prefeitura nem para a agenda normal da Prefeitura. Será usado para investimento, não para custeio", afirma Poit.  

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