Lei seca reduziu mortes em 41% desde 2008

Embora alguns acidentes em 2011 tenham passado a impressão de que a mistura álcool e direção estivesse causando mais mortes, esse perfil de vítima também diminuiu no ano passado, segundo a CET. Mas 40% de todas as mortes desse tipo ocorreram em acidentes classificados como "choque": quando o veículo fica desgovernado e termina em um acidente.

O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2012 | 03h06

Nancy Schneider, que coordenou a divulgação dos dados ontem, diz que a lei seca tem, sim, ajudado a reduzir as mortes de motoristas, ocupantes de carro e até de pedestres. De 2008, quando a lei passou a valer, até agora, a redução foi de 41% - para comparar, o aumento de motociclistas mortos foi de 48%. "É uma série de fatores. Há também as ações da Prefeitura, como a política de redução de velocidade nas vias. Mas as blitze estão aí, acontecendo, e isso com certeza tem um impacto (positivo)", afirma Nancy.

O consultor de trânsito Sergio Ejzenberg, por outro lado, dá mais peso à redução da velocidade nas vias para explicar essa redução. "Brinco dizendo que o motorista caindo de bêbado, dirigindo a 5 km/h, não mata ninguém. Se ele estiver a 120 km/h, saia de perto."

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