Lei seca agora tem blitze de 2ª a 2ª

Até o mês passado, operações ocorriam só de quinta a domingo; 'tem um pessoal que vai para a balada todo dia', justifica capitão da PM

Camilla Haddad JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2010 | 00h00

A cena parece comum: 15 policiais militares bloqueiam com cones uma das pistas da Avenida Antártica, na zona oeste de São Paulo, em mais uma blitz da lei seca. A diferença está no dia da semana, uma terça-feira à noite. Segundo a Polícia Militar, os bloqueios para flagrar motoristas embriagados agora ocorrem também às segundas, terças e quartas. Até o mês passado, ocorriam somente de quinta a domingo.[ ]

"Nossas operações eram intensificadas a partir de quinta-feira, mas tem um pessoal que vai para a balada todo dia. Por isso é importante fechar o ciclo", diz o capitão Paulo Sérgio de Oliveira, da divisão operacional do Comando de Policiamento de Trânsito. Segundo a PM, a ampliação foi possível com o reforço no número de policiais: de 834 para 1.558. "Temos uma média de 16 homens em cada blitz. Fazemos à tarde e à noite com mais ênfase e isso é igual de segunda a quarta-feira", diz. "Todo dia pegamos gente. Por isso, compensa manter (as operações)."

O aumento das operações surpreendeu motoristas. A assistente administrativa Kátia Aveline e o marido, o consultor Pedro Evangelista, irritaram-se em uma blitz na semana passada. "Os policiais deveriam observar melhor a condição física da pessoa. Tem de dar uma tolerância. Eu estou tranquilo para dirigir", afirmou Evangelista. Eles foram parados na Avenida Francisco Matarazzo, na Água Branca. "Sou contra. Eles deveriam ir para outros pontos, não aqui", disse Kátia. Evangelista foi multado e ela pegou a direção após ser liberada pelo bafômetro.

Um estudante de 18 anos, que se identificou apenas como Renan, fez vários apelos para não ser multado e se recusou a soprar o bafômetro. Ficou uma hora e meia esperando até ser liberado. "Não quero criar provas contra mim." Segundo o capitão Oliveira, poucos se recusam a fazer o teste. "Geralmente são advogados, mas isso é raro." E avisa: "Quem se nega pode ser multado e levado para a delegacia."

Já o representante comercial Antônio Carlos Batista, de 49 anos, elogiou a operação. "Fui abordado com educação", disse ele, que passou pelo teste do bafômetro.

PONTOS MAIS VISADOS

Vila Madalena, zona oeste

Vila Olímpia, zona sul

Represa de Guarapiranga, zona sul

Av. Luís Dumont Villares, zona norte

Av. Brás Leme, zona norte

Praça Silvio Romero, zona leste

Itaim-Bibi, zona sul

Av. Sumaré, zona oeste

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.