Lei limita em 5% o espaço para veículos grandes

A lei atual da cidade de São Paulo determina que uma garagem pode ser construída com apenas 5% de vagas reservadas a veículos grandes.

O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h05

"Em geral, quem compra um apartamento se preocupa com o número de vagas e não com o tamanho delas", diz Roberto Piernikarz, da BBZ, administradora de prédios de luxo. "Tem casos de condôminos que colocam o apartamento à venda quando percebem que o carro não cabe."

"A questão é que ninguém compra um carro pensando no tamanho da vaga na garagem, mas na realização de um sonho. Trata-se de uma aquisição que tem mais a ver com a emoção do que com a razão", diz a arquiteta Tatiane Alencar, diretora da Studio Taas Garagens, especializada em plantas de estacionamentos residenciais e comerciais. "Mas, na hora de estacionar, surge a questão prática: os carros estão maiores e o tamanho das vagas segue o Código de Edificação de 1992", afirma.

E, na falta de espaço, o jeito às vezes é fazer reformas grandes. No Morumbi, zona sul, o condomínio Marquês de Paranaguá resolveu ampliar de três para quatro o número de vagas de cada unidade. Para isso, expandiu o subsolo. A área subterrânea foi aumentada após escavações debaixo da quadra de tênis. A reforma custou R$ 14 mil por apartamento e o prédio teve aumento no IPTU.

Em prédios antigos, reformar a garagem vira uma necessidade ainda maior. Um prédio dos Jardins com muitos moradores idosos ampliou a altura da entrada da garagem para as ambulâncias estacionarem. Antes, os veículos tinham de ficar em fila dupla esperando a maca sair do prédio nos casos de emergência. / V.F.

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