Lei limita efetivo da PM que vai para a corporação

O tamanho do efetivo do Corpo de Bombeiros é um desafio para que a corporação amplie sua presença no Estado, principalmente em cidades que se adensaram nos últimos 20 anos - como na Região Metropolitana. O efetivo é fixado por lei e representa cerca de 10% do total da Polícia Militar. O existente, entretanto, é inferior ao estipulado.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

Com 9.824 homens, São Paulo tem quase metade dos bombeiros do Rio, por exemplo, apesar de ter uma população quase três vezes maior. O número de bombeiros atual é menor que o estipulado em lei em 1994 - quando o Estado tinha 7 milhões de habitantes a menos.

Na última década, houve um acréscimo de 679 homens. O último grande aumento foi em 1989, com o ingresso de 845 oficiais. Na semana passada, com a formatura de 2.332 PMs, apenas 100 foram para os bombeiros - 4%.

O chefe da 1.ª Seção do Estado Maior, major Wagner Luis Cardoso Mora, acredita que o efetivo é suficiente. "Com bom planejamento, conseguimos criar cem postos em dez anos."

O ex-secretário nacional da Segurança Pública José Vicente da Silva Filho afirma que sempre haverá reclamação de efetivo. "Não basta só pensar na redistribuição de homens, mas em outras regras, como os bombeiros voluntários. E é preciso repassar aos poucos a outros órgãos os atendimentos de saúde."

O tenente-coronel da reserva Paulo Chaves tem opinião parecida. "Falta de efetivo e o elevado número de atendimentos pré-hospitalares podem contribuir para que os bombeiros não tenham tempo adequado para o treinamento."

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