Lei do Silêncio não se aplica

BAR NO ITAIM-BIBI

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 02h02

Há pelo menos dois anos participo em um esforço para que a Lei do Silêncio seja aplicada a uma barulhenta, mas famosa e muito bem frequentada, casa noturna: o Bardot Boteco Bistrô (Rua Clodomiro Amazonas, 260). Nesses dois anos juntamos pilhas de documentos - Boletins de Ocorrências, abaixo-assinados, protocolos de reclamações, cópias de notificações e termos de fechamento -, pagamos por laudos particulares, contratamos advogados e fomos inúmeras vezes à subprefeitura. O resultado disso tudo? Nada! A casa continua funcionando, cada vez mais confiante de que está acima da lei, zombando de seus vizinhos.

MARK STEVENS / SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros informa que o estabelecimento recebeu multa, foi fechado e obteve autorização para reabertura em outubro de 2012, mediante apresentação de laudo acústico. Face à queixa do leitor, outra vistoria será programada pelo Psiu. O local possui auto de licença de funcionamento aprovado e publicado no Diário Oficial.

O leitor reclama: O Psiu, estranhamente, insiste em aceitar laudos inconsistentes do local (eles fazem a medição de música ambiente) e ignora laudos de seus próprios fiscais, que vêm às residências dos reclamantes e comprovam ruído acima do limite permitido. Este bar tem centenas de reclamações no site da Prefeitura e o Psiu já comprovou o abuso, tanto que o local já recebeu notificações, multas e até fechou. Apesar disso, o local sempre reabre, sem nunca ter feito nenhuma adaptação para atender à lei. No início, queríamos o silêncio por direito, mas, após tanta arrogância e desrespeito, decidimos expor a situação a que estamos sendo submetidos.

DETRAN-SP

Instalações inadequadas

O local que abriga a seção de pontuação e multas do Detran-SP não é adequado. Como um único andar de um prédio comercial pode comportar 300, 400, 500 pessoas? O atendimento é feito em 3 salas, que acomodam 50 pessoas cada uma. Com isso, é fácil imaginar a enorme fila que se forma no meio das cadeiras ocupadas por quem aguarda. Para o atendimento dos usuários há somente um balcão com 4 funcionários! Imaginem o mau humor deles! As salas, uns cubículos, têm pé-direito baixo e não têm janelas nem ventilação, um absurdo!

PAULO GROTTERA / SÃO PAULO

O Detran-SP informa que, para melhorar o atendimento, o Setor de Pontuação passou a atender mediante agendamento eletrônico prévio. No local, foram instalados ar-condicionado e ventiladores. E o atendimento foi organizado em dois períodos: cidadãos são recebidos das 8 às 12h45; despachantes e advogados, das 14 às 16h45. E estão sendo providenciados a ampliação do número de mesas de atendimento e o reforço no treinamento dos funcionários.

O leitor comenta: Estive no local e posso dizer que a condição melhorou, mas ainda há muito o que fazer.

GOL - VOO CANCELADO

Política de reembolso

A GOL cancelou um voo de Buenos Aires a São Paulo no primeiro dia do ano, às 5 horas, deixou os passageiros em uma fila por 6 horas e não reembolsou nenhum transfer. A orientação era chegar ao Brasil e solicitar o reembolso. Fiz isso no dia 4/1 e, segundo a companhia, em 5 dias úteis eu teria uma resposta. Nada. Tenho mais de dez protocolos de atendimento e e-mails que comprovam o pouco-caso e a enrolação da GOL.

DANIELA ROSENTHAL / SÃO PAULO

A GOL informa que o voo citado foi cancelado por condições meteorológicas desfavoráveis. Com isso, providenciou alimentação e hospedagem, além de reembolso no transporte entre o hotel, em Buenos Aires, e o aeroporto local. Informa que não será autorizado reembolso da locomoção no Brasil.

A leitora reclama: Para a GOL, o que ocorre com o cliente depois que ele já está em seu país de origem é problema dele (do cliente). Ora, eu não cheguei ao Brasil no dia e na hora marcados por culpa da GOL! Assim, perdi a carona e tive de pagar um táxi! E o táxi do hotel para o aeroporto em Buenos Aires também não foi reembolsado!

PERDIZES - NADA MUDOU

Ponto de ônibus danificado

No início de janeiro fiz fotos de um poste de ponto de ônibus na Rua Itapicuru, altura do n.º 471, em Perdizes, danificado e solto da base. Na ocasião, enviei reclamação à Coluna e a SPTrans informou que a manutenção ocorreria em até 30 dias. Pois bem. Embora se trate de serviço rápido e fácil, o prazo venceu e nada foi feito!

MÁRCIO M. GRECA / SÃO PAULO

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