Lei do cão-guia: desrespeito

TAXISTA SE NEGA A TRANSPORTAR DEFICIENTE VISUAL

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2011 | 03h01

Sou deficiente visual e me locomovo com a ajuda de meu cão-guia. Embora exista uma lei que garanta o meu direito de ser transportada com ele em veículos públicos e privados, muita gente ainda insiste em desrespeitá-la. Em 15/9, por volta das 22 horas, liguei para a Líder Táxi solicitando um carro. Quando o taxista chegou ao local solicitado, negou-se a fazer a corrida e disse: "Animal dentro do meu carro, nem pensar". O motorista arrancou com o veículo ainda com a porta aberta. Naquele momento, eu estava apoiada na porta e, por pouco, não fui jogada ao chão. No ano passado, tive o mesmo problema. Fiz uma reclamação na Líder Táxi e, desde essa época, quando ligo de meu celular, nunca há um carro disponível. Novamente telefonei para reclamar, mas a ligação só chamava. Porém, ao ligar de outro telefone, fui atendida já no primeiro toque. A atendente justificou dizendo que "infelizmente, não dispomos de veículos adaptados para o transporte de passageiros com cão-guia". Ora, não é preciso nenhuma adaptação para fazer esse tipo de transporte. O cachorro, além de dócil, é treinado e fica sentado no assoalho do veículo durante todo o trajeto - sem causar qualquer interferência no trabalho do motorista. Além disso, a Lei 11.126/05 assegura ao portador de deficiência visual o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.

ERSÉA MARIA ALVES / SÃO PAULO

A Líder Táxi não respondeu à coluna.

A leitora sra. Erséa informa que também não recebeu

nenhum retorno.

INSPEÇÃO VEICULAR

É mais caro pedir isenção

Mudei de São Paulo para Tatuí. Ao pedir a isenção do pagamento da tarifa da inspeção veicular, soube que teria de pagar

R$ 75,15 para obtê-la. Mas a taxa para realizar a inspeção custa R$ 61,98. Qual é a vantagem? A atendente disse que eu não teria o gasto de ir até São Paulo. Ora, a solicitação de isenção só pode ser feita pessoalmente!

VALTER RICHETTI / TATUÍ

A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente esclarece que no caso do sr. Richetti não procede solicitar a isenção da inspeção veicular ambiental, pois ela só é possível para veículos licenciados no Município de São Paulo que rodam apenas em outra cidade, fora da região metropolitana. Ao mudar de cidade, deve-se realizar a transferência do carro com desbloqueio da inspeção, para isso é preciso ir ao Detran.

O leitor diz: Minha questão não foi respondida. Por que a taxa de isenção é mais cara do que a da inspeção veicular?

BUROCRÁTICO INSS

Contribuições em atraso

Solicitei à agência da Av. Brigadeiro Luís Antônio do INSS os cálculos para o pagamento de contribuições em atraso. É um absurdo o cidadão querer pagar e não conseguir fazê-lo porque a agência em questão não pode fazer o cálculo na hora, ainda que o processo de reconhecimento da atividade de empresário tenha sido feito e concluído lá mesmo. Não há nem a garantia de que receberei um retorno este ano. Em janeiro, aumentará o salário mínimo e os valores devidos sofrerão acréscimo.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

/ SÃO PAULO

O INSS não respondeu.

O leitor reclama: Não recebi resposta do INSS. Parece que ele não tem pressa de receber.

RUAS ESCURAS

Insegurança em volta do HC

As ruas ao redor do Hospital das Clínicas (HC) não têm iluminação adequada: ou a luz é fraca ou há excesso de árvores. Muitos profissionais da saúde e estudantes de medicina passam por essas vias em horários ermos. A rua mais problemática é a Artur de Azevedo, no trecho entre o HC e a Oscar Freire. Conheço várias pessoas que já tiveram o carro roubado ou foram assaltadas. Nesse trecho também há usuários de drogas.

DANTE RAGLIONE / SÃO PAULO

O Ilume não respondeu à Coluna.

O leitor revela: A região continua insegura.

Esclarecimento: Em referência à crítica da leitora e médica do HC sra. Fabíola Villac Adde, de 1º/10, que participará de um congresso em Salvador, sobre a instituição não fornecer gratuitamente a vacina contra meningite C aos seus funcionários, o HC diz: "Não há surto de meningite C registrado no Estado da Bahia. Não há nem mesmo indicação, por parte do Estado da Bahia, para que aqueles que forem visitar a região sejam vacinados. Conforme o calendário do Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo fornece gratuitamente a vacina contra meningite C para crianças menores de dois anos, mais vulneráveis à doença".

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