Legislação frustra defensores da tolerância zero

O projeto de lei aprovado pelo Congresso e que deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff frustrou entidades que defendem tolerância zero para álcool e direção.

O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h04

A líder da Frente Parlamentar de Combate a Motoristas Criminosos da Assembleia Legislativa, deputada Maria Lucia (PSDB), aprovou o aumento da multa, mas acha que, como o novo texto ainda mantém limites de tolerância para o álcool, permite que as pessoas tenham alguma quantidade de bebida no sangue antes de dirigir. "Cada pessoa tem seu metabolismo, varia de homem para mulher. Uma pessoa pode beber pouco e ficar alterada."

Já o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves Junior, que também defende limite zero para álcool no sangue dos motoristas, diz que o País não tem peritos criminais nem médicos suficientes para que as provas testemunhais - que agora foram aceitas para comprovar a embriaguez - sejam incontestáveis.

"Faltam recursos humanos para a fiscalização. O País tem 32 milhões de motoristas que fazem uso de bebida. Um médico pode atestar se a pessoa bebeu ou se, por exemplo, está sob efeito de um medicamento. Mas há poucos médicos e peritos. O que deve acontecer é que as blitze vão continuar sendo pontuais. Vão continuar sendo na Vila Madalena e não na periferia", disse. / BRUNO RIBEIRO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.