Werther Santana/AE
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Lava Jato da PM: Alckmin demite tenente-coronel acusado de desvios

José Afonso Adriano Filho está preso desde março de 2017; fraudes em 5 mil contratos podem ter causado prejuízo de R$ 200 mi

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 22h50

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu nesta quarta-feira, 7, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, acusado de fraudes no Departamento de Suporte Administrativo (DSA), do Comando Geral da Polícia Militar.

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A decisão de Alckmin foi publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado. Ela obedece a um acórdão do Tribunal de Justiça Militar (TJM), que considerou em setembro de 2017 o oficial indigno do oficialato, decretando a perda de seu posto e patente. Cabe recurso judicial da decisão.

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Adriano Filho está preso desde março de 2017, quando teve a prisão decretada durante a Operação Imperador - a chamada Lava Jato da PM. Investigações da Corregedoria da corporação apontam para um possível desvio de até R$ 200 milhões por meio de cerca de 5 mil contratos fraudulentos de reformas em quartéis no Estado entre 2005 e 2012.

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Ao todo, 16 oficiais já foram indiciados e 523 empresas são suspeitas no caso, a maioria seria laranja. Adriano Filho escreveu da cadeia uma carta na qual acusou 18 coronéis de conivências com as fraudes. O tenente-coronel tenta negociar - sem sucesso - um acordo de delação premiada com a Procuradoria de Justiça.

O Estado não conseguiu localizar a defesa do coronel, que também foi expulso pela PM. O decreto do governador afirma que a medida deve "produzir efeitos desde 22 de setembro de 2017". 

Adriano Filho é réu na Justiça Militar sob a acusação de peculato. Ele teria montado processos de licitação fraudulentos para justificar a liberação do dinheiro para as empresas. O DSA  era uma unidade gestora vinculada ao Comando Geral da PM e teve suas atribuições ampliadas durante a gestão do coronel.

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