Laudo reforça tese de que artista chileno se matou

Um dia após a morte do artista plástico chileno Jorge Selarón, de 65 anos, seu ex-colaborador e acusado de ameaçá-lo de morte há dois meses, Paulo Sérgio Rabello, foi à delegacia depor. Ele confirmou ter brigado com o ex-chefe, mas negou as ameaças de morte. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio para o caso após a divulgação do laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML). A perícia confirmou que Selarón morreu carbonizado e que não havia marcas de agressão no corpo.

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2013 | 02h02

O laudo também indicou que o solvente usado na combustão foi derramado da cabeça em direção aos pés, o que reforça a tese de que o artista ateou fogo em si mesmo. Outro indício apontado pela perícia foi a tampa do solvente, encontrada em seu quarto. Como o artista estava sozinho, a suspeita é de que, após abrir a lata, ele tenha decidido se matar na escadaria que liga a Lapa a Santa Teresa, decorada por ele com mosaicos e azulejos.

"Ouvimos testemunhas que disseram que ele estava deprimido e buscava maneiras de se matar", afirmou a delegada Renata Araújo, responsável pelo caso.

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