Laudo do IPT diz que incêndio no HC foi criminoso

No primeiro incêndio, fogo teria sido causado por fios elétricos cortados; no segundo, álcool teria sido usado

da Redação, estadao.com.br

14 de março de 2008 | 17h11

Pelo menos um dos incêndios que atingiram o prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, foi criminoso. Essa é a conclusão do laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) divulgado nesta sexta-feira, 14, na sede do HC. A maior certeza do IPT é de que o segundo incêndio que atingiu o hospital foi de fato criminoso, acelerado pela utilização de álcool.   O segundo incêndio atingiu o hospital no dia 23 de janeiro deste ano. Em um pequeno depósito, foram encontrados vestígios do uso de álcool, o que "faz concluir que o incêndio foi deliberadamente provocado". Sobre a ocorrência de janeiro, o IPT diz no laudo que ao menos uma pessoa fez uso de álcool para iniciar e acelerar o processo de queima.   No dia 24 de dezembro do ano passado, no primeiro incidente, um incêndio de maiores projeções atingiu o hospital e fez a administração reagendar pelo menos 4 mil consultas. No primeiro incêndio, segundo o IPT, foram encontrados cabos elétricos cortados o que, segundo o laudo, "permite concluir que tais fatos consistem na causa mais provável do inicio do fogo". O laudo, no entanto, não indica de cara que a motivação do incêndio foi criminosa. "Não se pode comprovar que o incêndio foi deliberadamente provocado".   Essa, no entanto, não é a opinião da administração do hospital. Segundo a assessoria de imprensa do HC, cotidianamente fios vinham sendo roubados de dentro da unidade. Esse fato, segundo o hospital, reforçaria a hipótese de incêndio criminoso também no primeiro incidente.    (Com informações de Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo)

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