Reprodução Facebook/Arquivo familiar
Reprodução Facebook/Arquivo familiar

Laudo diz que bala que matou garoto Arthur não saiu de arma de suspeito

Exame aponta que o menino foi vítima de uma bala que perfurou a parte superior do crânio

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2018 | 12h50

O exame balístico realizado pelo Instituto Criminalística de São Paulo constatou nesta quinta-feira, 4, que o projétil que atingiu e matou o menino Arthur Aparecido Bencid Silva, de cinco anos, na noite de ano-novo não tem relação com a arma apreendida do suspeito.

Com isso, o homem que era investigado pela morte da criança na noite de ano-novo foi descartado como suspeito.

No dia da virada do ano, o suspeito chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar, por porte ilegal de arma, um revólver calibre 38. O caso foi registrado no 101.º Distrito Policial (Jardim das Imbuias), mas o rapaz foi liberado pela Justiça na audiência de custódia, após ter a fiança arbitrada em R$ 500. 

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Arthur Aparecido Bencid Silva morreu depois de ser atingido por uma bala perdida na cabeça durante a queima de fogos no réveillon na zona sul de São Paulo.  Ele brincava no quintal da casa da família, no bairro Campo Limpo, quando caiu subitamente. Só depois de exames os pais perceberam que um projétil de arma de fogo o havia atingido. 

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O laudo necroscópico apontou que Arthur foi vítima de uma bala de calibre 38 que perfurou a parte superior do seu crânio. A bala ficou alojada na região da nuca. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é de que se trata de um disparo feito para cima durante as comemorações do réveillon.

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