Laudo aponta fenômeno meteorológico raro como causa da queda de balões

Segundo análise, balões não tinham problemas técnicos e estavam com manutenção em dia; duas pessoas morrem e 13 ficaram feridas em acidentes

Marília Lopes, Central de Notícias

15 Dezembro 2010 | 16h31

SÃO PAULO - A queda de dois balões em Boituva, no dia 30 de outubro, pode ter sido causada por um fenômeno meteorológico raro, segundo o delegado de Silvan Renosto, que investiga o caso. Duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas com os acidentes. O inquérito deve ser finalizado em fevereiro do próximo ano.

 

Um laudo da Confederação Brasileira de Balonismo foi entregue a Polícia Civil nesta semana e aponta que os balões não tinham problemas técnicos, estavam com a manutenção e documentação em dia e em prefeitas condições de voo. Além disso, os pilotos estavam habilitados para a função. O laudo conta também com um relatório meteorológico, que aponta que havia previsão da chegada de uma frente fria, trazendo chuva e vento, mas os balonistas foram surpreendidos por um fenômeno "pré-frontal", que chegou antes da frente fria e causou ventos fortes, que levaram a queda dos balões.

 

Segundo o delegado, na próxima semana deve ser concluído o laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil que verificou as condições dos balões e os locais da queda e também um relatório do O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cerca de 25 pessoas já prestaram depoimentos, mas ainda faltam alguns depoimentos.

 

As 13 pessoas que ficaram feridas na queda dos dois balões já tiveram alta hospitalar, mas algumas delas ainda fazem tratamentos para se recuperar das lesões."Tive que ir para delegacias de São Paulo ouvir algumas testemunhas, pois ainda usam muletas e não podem ficar muitas horas longe de casa por conta do tratamento", contou Renosto.

 

O delegado informou que até o momento ninguém foi indiciado pela queda dos balões. E que o inquérito será finalizado após o depoimento de uma pessoa que estava em um dos balões, mas está fora do país e ainda não pode ser ouvida. "A previsão é que essa testemunha retorne ao país em janeiro, com isso, o inquérito deve ser concluído até fevereiro", afirmou.

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