Latrocínios serão investigados pelo Deic, afirma secretário de Segurança Pública

Os crimes de roubo seguido de morte eram responsabilidade do DHPP desde 1986. Agora, a apuração será responsabilidade de policiais especialistas em crimes contra o patrimônio

29 Abril 2013 | 12h17

O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou na manhã desta segunda-feira, 29, que os latrocínios (roubos seguidos de morte) passarão a ser investigados por policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) - e não mais pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O anúncio foi feito durante entrevista ao SPTV, da TV Globo.

Os policiais civis que trabalham no Deic têm mais experiência em crimes contra o patrimônio, como roubos. A mudança poderia aumentar o índice de elucidação dos latrocínios, já que este tipo de crime é cometido por ladrões que, por algum motivo, acabam matando a vítima. Já os investigadores do DHPP trabalham com a apuração de homicídios de autoria desconhecida, que, em geral, não envolvem roubo.

Os latrocínios são responsabilidade do DHPP desde a criação do setor, em 1986. A mudança acontece no mês em que pelo menos dois latrocínios geraram repercussão na mídia. No dia 9, o estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi assassinado por um adolescente que queria roubar seu celular. No dia 25, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 46 anos, foi queimada em seu consultório durante um assalto.

No primeiro trimestre, foram registrados 40 latrocínios na cidade de São Paulo. É quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 22 casos, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. 

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