'Larguei aquilo e saí correndo', conta vítima

A empresária Márcia Pellegrini, de 31 anos, ficou na região da Rua Oscar Freire até as 17 horas para dar informações aos policiais civis encarregados de investigar o crime. De óculos escuros, falando rapidamente mas demonstrando calma, ela deu detalhes de como agiu enquanto era feita refém pela quadrilha de oito criminosos.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h03

Como a senhora foi abordada?

Eles falaram que iam amarrar a bomba em mim, que iam fazer um roubo e que era para eu colaborar.

A senhora sabia para onde estava indo?

A gente rodou bastante, mas eles tinham o endereço da joalheria.

Como foi o roubo?

Me deixaram perto da loja e eu andei até a joalheria. Fiz o que me mandaram. Entrei na loja e passei o telefone para a moça (vendedora). Depois, ele (o ladrão pelo telefone) falou para eu ir embora. Saí e andei até a esquina. Enquanto eu andava, o cara falou: 'Para de chorar'.

E depois?

O cara veio, pegou a sacola e saiu andando. Eu perguntei (pelo telefone) se podia soltar a bomba e ele falou que não, porque precisava desarmar. Então eu fiquei parada, esperando por uns três minutos. Depois, ele disse que já podia e eu arranquei aquele negócio (da cintura). Foi só aí que eu consegui gritar e pedir socorro. Larguei aquilo e saí correndo. / B.R.

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