Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Ponto de encontro do carnaval de SP, Largo da Batata tem até venda de 'lança'

Local recebe foliões que saem da Vila Madalena e de Pinheiros; blocos maiores têm Avenida Faria Lima como ponto de concentração

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2018 | 19h38
Atualizado 10 Fevereiro 2018 | 20h39

O Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, transformou-se no ponto de encontro do carnaval paulistano, na  confluência do blocos que agitaram o bairro e também a Vila Madalena. Ainda sem números oficiais, a multidão impressionava e se espalhava pelas ruas da região no final da tarde deste sábado, 10. 

No meio da multidão, não era difícil ouvir alguém oferecer "lança" (lança-perfume). Ao perguntar "quanto", a reportagem ouviu valores que variavam de R$ 10 a R$ 15. Em nenhum dos casos, foi possível ver o recipiente. Apesar das revistas feitas nas proximidades da estação Faria Lima do Metrô, não era difícil encontrar foliões fumando maconha ou vendedores oferecendo "lança".

No local, a polícia confirmou que houve um número considerável de apreensão de entorpecentes – sendo essa a grande maioria das ocorrências. A polícia não tinha informações específicas, no local, sobre apreensão de lança-perfume.

O consumo de bebidas como catuaba e corote deixou, no largo, suas vítimas. Era comum encontrar pessoas passando mal pelo uso excessivo de bebida alcoólica.

O largo também contou com um área fechada somente para convidados onde era possível andar de montanha russa e tomar um banho de glitter. “Agora esse glitter só vai sair no carnaval que vem”, gritou a estudante Rita Lorena Afonso, 26 anos. 

Os blocos de pré-carnaval, que desfilaram entre 3 e 4 de fevereiro, já haviam consagrado a capital paulista no mapa da folia. Somente no último sábado, 3, os dois milhões de foliões estimados pela prefeitura já equivalem ao público dos 381 blocos que saíram às ruas em 2017. 

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