Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Largo da Batata e Vila Madalena terão acesso restrito no carnaval de rua de SP

Bares das chamadas 'Zonas de Atenção Especial' deverão fechar até as 22 horas; determinação vale para os oito dias da programação

Priscila Mengue e Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 11h25
Atualizado 17 de fevereiro de 2020 | 11h40

SÃO PAULO - Antigo ponto de encontro do carnaval, o Largo da Batata terá acesso restrito durante os oito dias de programação oficial do blocos de rua de São Paulo. Além de bloqueios, a determinação implica no fechamento obrigatório de bares da região até as 22 horas. A restrição é válida também para um quadrilátero da Vila Madalena, também em Pinheiros, na zona oeste paulistana. 

A decisão está em portaria assinada pelo subprefeito de Pinheiros, Acácio Miranda da Silva Filho, publicada no Diário Oficial de sábado. A mudança é alvo de crítica de associação de moradores e comerciantes. Segundo a portaria, durante o carnaval de rua fica proibida a circulação de pessoas nas Zonas de Atenção Especial (ZAEs) no horário entre as 20 e 22 horas. 

Para esta edição, a Prefeitura passa a considerar ZAE o Largo da Batata e Batatinha, onde serão feitos bloqueios para restrição de acesso. O mesmo vai acontecer na Vila Madalena - no quadrilátero formado pelas Ruas Wisard, Girassol, Inácio Pereira da Rocha, Morás e Simão Álvares -, já considerada ZAE em carnavais desde 2017. 

No carnaval de 2019, a Prefeitura chegou a mudar o trajeto de dois blocos que passariam pelo Largo da Batata após tumultos e permanência do público horas após o fim dos desfiles.

Agora, o comércio deve fechar mais cedo. “Os bares localizados na região das Zonas de Atenção Especial (ZAE) terão o fechamento obrigatório, durante as comemorações do carnaval de rua, às 22 horas”, afirma a publicação. Por meio de nota, a Prefeitura informou que a dispersão dos blocos será feita das 19 às 20 horas. “As pessoas que estiverem em bares poderão ficar até as 22 horas, horário determinado para o encerramento das atividades nesses locais.” 

O controle de acesso a essas ruas, informou a Prefeitura, “será feito por meio de gradis, com o apoio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), PM (Polícia Militar) e GCM (Guarda Civil Metropolitana)”.

O bloqueio no Largo da Batata e Batatinha será feito durante todo o dia - o espaço será utilizado como centro operacional de equipes da Prefeitura e da PM; e o comércio ambulante será proibido. Já para os blocos que passarão pelo quadrilátero da Vila Madalena, só serão permitidos ambulantes cadastrados. 

O carnaval de rua começa no dia 15 de fevereiro, com encerramento em 1.º de março. Haverá ao menos 796 desfiles.

Para o presidente da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima), Cassio Calazans, o fechamento deve prejudicar o comércio da área, sem resolver os transtornos enfrentados pelos moradores. Segundo ele, problemas com barulho na região não estariam relacionados aos bares, mas à atividade de ambulantes. “Eles invadem as ruas e atraem público que normalmente não vai para a Vila Madalena. Não adianta fechar os bares, porque o quadrilátero vai ficar lotado do mesmo jeito”, diz. Segundo a Prefeitura, haverá fiscalização de vendedores irregulares feita pela Subprefeitura e pela GCM. 

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