Juliana Diógenes/Estadão
Juliana Diógenes/Estadão

Após pré-carnaval, Pinheiros amanhece com sacos de lixo e caco de vidro

Prefeitura limpou região na manhã desta segunda-feira; evento no fim de semana reuniu três vezes o público previsto

Juliana Diógenes e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2017 | 10h34
Atualizado 20 Fevereiro 2017 | 11h43

SÃO PAULO - Após o final de semana de pré-carnaval na capital paulista, o Largo da Batata, na zona oeste, amanheceu nesta segunda-feira, 20, com sacos de lixo amontoados, confetes, pedaços de papel e cacos de vidro espalhados. Os garis da Prefeitura varriam as calçadas e um caminhão de lixo recolhia os sacos. No sábado, pré-carnaval reuniu 700 mil pessoas, segundo a Prefeitura. Expectativa era de 250 mil foliões.

O movimento do fim de semana surpreendeu quem mora e trabalha na região. Às 14 horas, havia tantas pessoas no Largo que a loja do vendedor Paulo Barreto, de 61 anos, teve de fechar meia hora antes no sábado. "A porta da loja estava cheia de gente sentada fumando maconha e tomando catuaba", conta.

Barreto relata que este pré-carnaval foi mais sujo e tinha mais gente do que em 2016. "Este ano foi diferente, no ano passado estava mais tranquilo", afirma.

Também teve a mesma percepção o maître de restaurante Augusto Torres, de 30 anos, que mora na região. "No pré-carnaval deste ano tinha muito mais gente. Não sou contra carnaval, mas era um absurdo de gente. Não dava nem para andar. E estava muito sujo", diz. 

Por saber do rastro de lixo que se acumula durante e depois dos shows no Largo, Torres conta que evita sair de carro nos fins de semana de pré-carnaval para não furar o pneu. "As ruas ficam cheias de caco de vidro."

Nesta segunda-feira, a porta da loja de Barreto tinha copos de plástico e garrafas no chão. Mas o vendedor chegou para trabalhar achando que a situação estaria pior. "Acho que a Prefeitura deve ter limpado ontem ou hoje (domingo ou segunda)", diz. 

Segundo o comerciante, no sábado era impossível entrar no metrô Faria Lima. Ele, que mora em Guaianases, na zona leste, costuma pegar metrô para voltar do trabalho para casa. "No sábado, era muita gente ali dentro. Não dava para entrar. Tive de andar até a estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a Presidente Altino, para conseguir fugir da multidão."

Paulista. No cruzamento da avenida Paulista com a Rua Augusta, outro ponto de concentração de blocos no fim de semana, não havia mais vestígios dos foliões na manhã desta segunda. A agilidade, segundo os garis que faziam a limpeza de manhã, foi motivada principalmente após reclamações de moradores e comerciantes no domingo em razão do acúmulo de lixo, excesso de pessoas e congestionamentos verificados na noite de sábado.

Anhangabaú. No Vale do Anhangabaú, a varrição foi concluída na madrugada de segunda-feira, no entanto, por volta das 11h da manhã, os banheiros químicos não tinham sido retirados. "No sábado, vi muitas pessoas fantasiadas se divertindo. Cheguei hoje às 8h da manhã e tudo já estava limpo. Só os banheiros químicos ainda estão aqui e o cheiro é muito forte", relata Vanessa Santos, que trabalha na região. O jornaleiro Salvador Neves chegou às 3h da manhã nesta segunda e confirmou para a reportagem que as ruas e calçadas já estavam limpas. "Os foliões sujam mesmo, por isso a limpeza deve ocorrer rapidamente. Só acho ruim por causa de congestionamento. Algumas ruas não deveriam ser fechadas para o carnaval de rua, porque isso atrapalha os carros e trajetos de ônibus" avaliou.

O comerciante Runio de Campos confessa que estranhou encontrar tudo limpo na manhã desta segunda. "No sábado eu trabalhei até às 16h, vi muitos foliões. Na manhã desta segunda, as ruas já estavam limpas, até me surpreendi", reforçou.

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