Lapa vai ter centro de reabilitação para cegos

Lapa vai ter centro de reabilitação para cegos

Unidade estadual começa a funcionar a partir do primeiro trimestre do ano que vem; Faculdade de Medicina da USP será responsável pela administração

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2014 | 13h27

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo vai ter o primeiro centro público para a reabilitação e tratamento de cegos e pacientes com outros tipos de deficiências visuais. Segundo a secretaria estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Serviço de Reabilitação Lucy Montoro Humaitá, na Lapa, na zona oeste da capital, irá atender pacientes encaminhados por unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Neste sábado, 13, o governador Geraldo Alckmin (PSBD) e a secretária Linamara Rizzo Battistella estiveram no prédio de 2,7 mil m² que vai começar a funcionar no primeiro trimestre de 2015. De acordo com a pasta, a unidade poderá atender cerca de 15 mil pacientes por mês. Eles terão à disposição uma equipe multidisciplinar formada por médicos, terapeutas ocupacionais e psicólogos. O anúncio foi feito no Dia Mundial do Cego.

"Essa articulação vai além da saúde. Nós precisamos dar condições de formação educacional, profissional mas também, acima de tudo, mudar o olhar da sociedade", afirmou a secretária Linamara. A administração da unidade está sob responsabilidade da Divisão de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 


"É o primeiro centro de reabilitação no nível governamental. As iniciativas, por sorte, foram amparadas por organizações da sociedade civil, mas isso não basta", disse a secretária. São esperados pacientes do Brasil inteiro na unidade. "Vamos ter um mecanismo de acesso para garantir o atendimento à todos", explicou Linamara. 

Inclusão. Além de oferecer cursos de especialização profissional para cegos e dar aulas de Braille, os paciente poderão fazer tratamentos psicológicos para aceitar a doença, disse o diretor da Divisão Clínica de Oftalmologia da FMUSP, Remo Susanna Junior."O medo e os problemas em aceitar a doença prejudicam o tratamento, as pessoas se sentem aleijadas."

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