Lanchonete da Cidade sofre arrastão

Bando armado assaltou funcionários e clientes de estabelecimento na Alameda Tietê, nos Jardins, e fugiu levando pertences das vítimas

BRUNO PAES MANSO, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 03h04

Seis homens armados fizeram um arrastão na noite de anteontem na Lanchonete da Cidade, na Alameda Tietê, Jardins, zona sul de São Paulo. Eles chegaram às 23h30 de quarta-feira e assaltaram todos os 15 clientes que estavam no local, que tem capacidade para 120 pessoas. As vítimas não relataram as armas que foram usadas.

Foram levados celulares, cartões bancários, documentos, folhas de cheque, joias, relógios e R$ 720. A ação foi rápida e testemunhas disseram que o arrastão deve ter durado pouco mais de três minutos. Os funcionários da lanchonete também tiveram os celulares roubados.

Nenhuma das vítimas que prestaram depoimento relatou agressão por parte dos ladrões, que fugiram em um Ford Fiesta. O carro era roubado e foi abandonado na Rua do Lirismo, na Mooca, zona leste.

Dezesseis vítimas - entre clientes e funcionários - compareceram à delegacia na madrugada e manhã de ontem para depor. A casa, que durante a semana fecha à 1 hora, trabalhava apenas com um segurança desarmado. Segundo a segurança, não havia circuito interno de câmeras. No boletim de ocorrência, um dos proprietários afirmou que as câmeras estavam desligadas.

Os seis sócios do restaurante, donos da Companhia Tradicional de Comércio, proprietários de outras sete redes de bares e restaurantes, como Pirajá, Astor, Original e Pizzaria Brás, não quiseram falar com a reportagem e emitiram uma nota em que lamentam o ocorrido.

"Os sócios da casa foram imediatamente para o local dar assistência a todos e acompanhar o registro de ocorrência no 78.º Distrito Policial (onde o caso foi registrado)".

Refasto. Depois dos dois arrastões ocorridos na primeira quinzena de fevereiro na região de Pinheiros e do Itaim-Bibi, a PM já havia decidido reforçar o patrulhamento noturno nos dois bairros. A intenção era evitar que as regiões sofressem uma nova onda de assaltos, como no primeiro semestre de 2011. Só entre fevereiro e março do ano passado, foram registrados nove arrastões naquela área.

Em uma primeira fase, iniciada antes do carnaval, a Operação Refasto realocou policiais dentro da área do 23.º Batalhão, responsável por partes das zonas oeste e sul da capital. Entre 18h e meia-noite, os PMs circulam por pontos críticos dos bairros, onde se concentram os bares e os restaurantes. Eles têm o apoio de quatro viaturas da Força Tática e de 24 policiais motorizados, das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

A Alameda Tietê, onde está a Lanchonete da Cidade, fica na área do 7.º Batalhão e não era alvo da Operação Refasto. Segundo o coronel Marcos Chaves, comandante do Policiamento da Capital, cabe agora ao comando do 7.º Batalhão avaliar se o arrastão foi um caso isolado ou se trata de uma tendência. "Se houver a percepção de que pode ocorrer uma migração para a região dos Jardins, a operação pode ter início na região. Cabe ainda ao comando avaliar a situação", diz.

A PM sugere que as pessoas evitem sair com bens muito caros, aparelhos eletrônicos e dinheiro, para não atrair ladrões.

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