Lagostas de bronze desapareceram e obra está pichada

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Benedito Lima de Toledo, se lembra de ir passear na década de 1940 quando era criança para espiar os "camarões" da Fonte Monumental, que na verdade eram lagostas projetadas em 1913 pela arquiteta Nicolina Vaz de Assis. O chafariz também era apreciado pelo sociólogo José de Souza Martins, como representante da cidade em transição. "São Paulo vinha abandonando sua face colonial e caipira e se tornava uma cidade de feições e estilos europeus, sobretudo franceses", diz Martins. Hoje as lagostas de bronze sumiram e as paredes do chafariz estão todas pichadas. Toledo lembra ainda do chafariz do Largo da Memória entre os seus preferidos, encomendado pelo então prefeito Washington Luís ao arquiteto francês Victor Dubugras. "Seus azulejos passam uma mensagem moderna e as escadarias representam cascatas. Tinham peixinhos dourados na água. É uma pena ver como hoje está depredado", diz./ B.P.M.

O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2012 | 03h05

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