Lago está abandonado

PARQUE DA ACLIMAÇÃO

O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2012 | 03h01

Dois anos após o acidente no vertedouro, o lago do Parque da Aclimação ainda está em estado lastimável. A Prefeitura, em vez de evitar o assoreamento do lago, só colocou uma balsa para remover parte do lodo. O nível da água está baixíssimo e, na área assoreada, tem crescido mato, excelente criadouro de mosquitos. Animais que antes embelezavam o local foram mandados ao Parque do Ibirapuera e a Prefeitura prometeu trazê-los de volta assim que o lago fosse recuperado, o que não ocorreu.

LUCIANO DE PAOLI / SÃO PAULO

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente informa que o lago do Parque da Aclimação foi revitalizado, com a retirada de 940 t de lodo e a construção de novo vertedouro com maior capacidade de extravasão. O lodo não foi totalmente removido para não afetar parte da vida aquática. No verão, o nível de água é reduzido e a ilha fica aparente para abrigar a avifauna. O local é habitado por peixes e aves e a reprodução dos peixes é sinal de que a água está com boa qualidade.

O leitor critica: Lamentável a realidade do lago, assim como essa resposta. Quando tiveram a chance de desassorear o lago, uma vez que ele estava seco após a tragédia, não o fizeram, alegando que não seria viável levar retroescavadeiras para dentro do parque. Já que o novo vertedouro é tão eficiente, por que deixam o lago parecendo um espelho d'água? É medo de que, se chuvas fortes ocorrerem, a mesma tragédia com o vertedouro anterior se repita? Cadê os gansos, carpas, tilápias, patos, marrecos, flamingos e cisnes? Vamos ver até onde vai a hipocrisia, a desfaçatez e a incompetência das autoridades.

AES ELETROPAULO

Corte de luz repentino

Em 14/1 tive a luz cortada sob a alegação de que a leitura do consumo de energia não estava sendo feita há 7 meses. Como, de repente, a AES Eletropaulo não consegue mais fazer a leitura? Liguei e fui orientada a esperar, por dez dias úteis, a visita do técnico. Como não posso perder tantos dias de trabalho, fui a uma unidade da concessionária e agendei visita para 3/2. No dia marcado ninguém apareceu. Às 18h30 liguei na central e, surpreendentemente, disseram que a vistoria tinha sido feita. Formalizei denúncia na Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e soube que o procedimento da empresa, na falta de condições de leitura, é faturar pela média de 3 meses, avisar da dificuldade e, depois, cortar a luz.

KARIN KONECNY / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que tem dificuldade de fazer a leitura do consumo de energia porque o portão do local é revestido por uma tela de arame e é responsabilidade do cliente manter o centro de medição acessível. Quando não é possível fazer a medição, o valor é calculado pela média do consumo; a diferença vem na fatura seguinte. Pede que a leitora avalie a possibilidade de alterar o local para possibilitar a leitura e diz que o técnico fez a visita no prazo estipulado, mas não pôde fazer a medição. Diz que não há como agendar a leitura.

A leitora reclama: A resposta é mentirosa. Tenho o agendamento da visita por escrito. A empresa não é confiável e abusa do poder que tem. Não houve qualquer comunicado quanto à visita ou ao procedimento a seguir. Estou sabendo das mudanças necessárias pelo jornal.

CET NÃO FISCALIZA

Pedestres andam na rua

É um absurdo o que acontece na Rua dos Três Irmãos. Os automóveis estacionam em frente às lojas, ocupam toda a calçada e os pedestres são obrigados a transitar pela rua, correndo o risco de atropelamento. Nunca vi no local um agente de fiscalização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nem uma só viatura do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV).

GERALDO R. BANASKIWITZ

/ SÃO PAULO

A CET informa que a Rua dos Três Irmãos possui largura aproximada de 10 metros, com trechos em mão única e outros em mão dupla, estacionamento liberado em ambos os lados, área com comércio local e um hospital próximo à Avenida Francisco Morato, o que faz com que a via apresente grande demanda de estacionamento. Ressalta que a via é fiscalizada periodicamente; nos últimos dois meses de 2011, a CET esteve pelo menos 15 vezes no local. E que, em 2011, foram realizadas 255 autuações no local por estacionamento irregular.

O leitor relata: O problema é constante. Os automóveis estacionam no recuo das lojas, mas, como esse recuo é muito pequeno, eles ocupam as calçadas e obrigam os pedestres a transitar pelo leito carroçável. Se houvesse uma fiscalização tão efetiva quanto diz a CET, isso já não aconteceria há muito tempo.

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