Ladrões roubam cálice de movimento católico no Jaraguá

Símbolo da Juventude Masculina de Schoenstatt foi levado no dia 29, assim como 40 imagens da Mãe Peregrina

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h09

Jovens, padres e outros religiosos do Jaraguá estão em busca de seu cálice sagrado. O objeto é um dos principais símbolos da Juventude Masculina do movimento católico Schoenstatt no Brasil e foi roubado na madrugada de 29 de janeiro no Jaraguá, zona norte de São Paulo.

Participantes do movimento estão agora espalhando cartazes e fazendo campanha pelo bairro, com o objetivo de sensibilizar os ladrões para que devolvam o cálice de madeira, revestido de metal na parte interior e utilizado desde 2006 nas missas e cerimônias da Juventude Schoenstatt - movimento católico iniciado em 1914 na Alemanha, que ganhou força no Brasil a partir de 1950.

"Conquistamos esse cálice quando a Juventude completou 50 anos de existência no País. Sua importância simbólica é enorme", afirma o padre Alexandre Awi Mello.

O sumiço do cálice se deu por causa de um descuido de alguns poucos minutos. "Tínhamos acabado de chegar de uma missão religiosa em São Roque. Era 1h30 da manhã e não encontrei a chave da casa de retiro. Então deixei o carro parado na rua, enquanto descarregava a bagagem. Quando entramos na casa, escutamos um barulho de pneu cantando. Furtaram o carro e o cálice estava dentro", relata o padre.

O veículo foi encontrado dois dias depois, a poucos quarteirões dali. Segundo a polícia, ele foi usado para pequenos furtos nesse intervalo. Dentro dele, restou apenas uma placa de bronze gravada com a mão do fundador do movimento, o alemão Joseph Kentenich - considerado santo pelos participantes.

Além do cálice, sumiram 40 imagens da "Mãe Peregrina", símbolo religioso do movimento, famoso por ser levado mensalmente para casas de famílias pelo País.

O curioso é que o cálice já havia sido roubado no mesmo dia do mês, há exatamente cinco anos - 29 de janeiro de 2007, um ano depois de ser fabricado. O furto aconteceu na rodoviária de Buenos Aires e, uma semana depois, o objeto foi encontrado no pé do altar de uma igreja na capital argentina. "Parece que os ladrões argentinos são mais piedosos do que os brasileiros, porque o nosso até agora não se arrependeu", reclama o padre Mello.

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