Ladrões matam policial civil durante assalto na zona sul de SP

Vítima foi ferida na barriga e não resistiu ao ferimento; duas pessoas testemunharam o crime

Daniela do Canto, do Jornal da Tarde, Fabiana Marchezi e Ricardo Valota, do estadao.com.br,

30 de setembro de 2008 | 02h27

O policial civil Francisco Couto, de 59 anos, que atuava na Delegacia de Análise e Planejamento (DAP), foi morto a tiros, por volta das 20 horas desta segunda-feira, 29. Ele foi vítima de um assalto na região do Cambuci, na zona sul da capital paulista, foi baleado no abdome. Couto era casado e tinha quatro filhos. Policiais chegaram a encaminhá-lo ao pronto-socorro do Ipiranga, mas ele não resistiu aos ferimentos.   O policial conversava com a sua amiga, que estava do lado de fora do carro, um Renault, quando foi arrancado do veículo pelos bandidos. Ao erguer as mãos, ele deixou à mostra sua arma, uma pistola. Isso chamou a atenção dos assaltantes, que questionaram se ele seria policial. Com a confirmação, Couto entrou em luta corporal com um dos criminosos.   Couto levou uma rasteira e foi baleado no abdome com um tiro disparado pelo assaltante, que portava um revólver calibre 38. Duas mulheres - a amiga do policial e uma vizinha, que ouviu o barulho durante a abordagem dos assaltantes - testemunharam o crime e auxiliaram os policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na confecção dos retratos falados dos bandidos.   A amiga do policial - com quem ele conversava na frente da casa dela - não foi ferida. A dupla de assaltantes entrou no Renault e fugiu. Na mesma rua, 100 metros depois, na esquina com a Rua Vasconcelos Drummond, os criminosos abandonaram o carro e fugiram a pé.   Segundo o delegado Antonio Sucupira Neto, do 6º Distrito Policial, do Cambuci, o latrocínio - roubo seguido de morte - deve ser solucionado com a ajuda das testemunhas. "Essas duas importantes testemunhas foram encaminhadas ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa para que pudéssemos fazer o retrato falado dos criminosos. Com certeza através do retrato falado chegaremos aos autores deste latrocínio", afirmou o delegado. A arma do policial ainda não foi localizada.   Texto alterado às 8h43 para acréscimo de informações.

Tudo o que sabemos sobre:
assaltolatrocíniomorte de policial

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.