Ladrões invadem casa de cônsul do Haiti atrás de doações

Uma mulher disfarçada de oficial de Justiça abriu caminho para três ladrões invadirem, ontem, a residência oficial do cônsul do Haiti, George Samuel Antoine, no Morumbi, zona sul. Os quatro entraram no imóvel gritando que queriam o dinheiro de doações para o país, devastado por terremotos em janeiro.

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

Um homem fugiu a pé, mas foi preso logo após o crime, por volta das 15h30. Sua identidade não foi divulgada. Ele estava com uma pistola ponto 40. Uma Parati roubada, que teria sido usada no crime, foi apreendida por volta das 17h. Os outros três envolvidos continuavam foragidos até as 20h de ontem. Foram levados da casa R$ 1.350, canetas e dois relógios. O cônsul não estava.

Na residência havia quatro funcionários, entre seguranças e empregadas. O tenente José Ricardo Caresi, do 16.º Batalhão da Polícia Militar, disse que uma mulher morena, de blazer e calça jeans, tocou a campainha apresentando-se como oficial de Justiça. Dizia querer entregar um documento ao cônsul. "Ela tirou a atenção dos funcionários e aí os três entraram pelo portão."

Segundo Caresi, um dos seguranças levou uma coronhada na cabeça, mas passa bem. Depois, os quatro foram direto para os quartos que ficam na parte superior. "Reviraram tudo e levaram um envelope com R$ 1 mil, dois relógios, R$ 350 dos funcionários e canetas", disse o tenente.

O filho do cônsul, François Antoine, foi o primeiro a ser avisado do crime. Também funcionário do consulado, que fica na Avenida Paulista, François foi imediatamente para a casa. "Na porta da casa tem uma placa do consulado. Acho que alguém passou, viu e achou que poderia ter dinheiro de doações, mas não tem", disse François. "Eles falaram para os nossos funcionários que queriam dinheiro das doações." Foi uma funcionária, que se escondeu no andar de baixo do imóvel, que avisou a PM.

François e os pais moram em Campinas, no interior do Estado. "Meu pai dorme nesta casa um ou dois dias na semana, recebe ministros e despacha também." Segundo ele, o cônsul estava em Campinas. Ele soube da invasão por telefone e ficou muito nervoso.

A residência tem câmeras de segurança. "Elas não gravam", afirmou o filho do cônsul. "Mas temos alarmes e seguranças." Segundo a família do cônsul, esta foi a primeira vez que sofrem um assalto.

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