Ladrões da Tiffany podem ter roubado joalheria por engano, diz polícia

Deic investiga elo entre episódio de maio com assalto à loja da Rolex, ambos no Cidade Jardim

Gabriel Pinheiro, do estadão.com.br

08 de junho de 2010 | 19h16

SÃO PAULO - Para a Polícia Civil, o assalto à joalheria Tiffany & Co. do Cidade Jardim, em 16 de maio, na zona sul da capital, e o roubo da distribuidora da marca de relógios Rolex, que aconteceu na segunda-feira, 8, no mesmo shopping, podem ter ligação.

 

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Segundo informações do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), funcionários da Tiffany disseram que, durante a ação, os bandidos perguntavam por relógios. A suspeita, de acordo com o delegado Adalberto Henrique Barbosa, é de que eles tenham errado o alvo.

 

Um dos veículos utilizados pela quadrilha que assaltou a loja Corsage, única distribuidora Rolex na América Latina, foi encontrado na madrugada desta quarta-feira, na Avenida Inácio da Cunha Leme, no Jardim Suzano, zona sul.

 

Policiais militares encontraram o Citroën C4 Pallas preto destrancado e com o vidro lateral do passageiro aberto. No banco traseiro, havia dois radiocomunicadores. No assoalho, do lado do passageiro, foi encontrado o martelo usado para quebrar as vitrines do estabelecimento.

 

A ação de ontem teve tiro, reféns e uma fuga pela Marginal do Pinheiros. Tudo começou às 12h40, quando o bando chegou em dois Citröen C4. Alguns ladrões vestiam terno e gravata e carregavam bolsas. A maioria usava óculos escuros. Entraram como clientes e pegaram o elevador do subsolo até o térreo.

 

Segundo o Deic, pelo menos dez assaltantes participaram do roubo. O grupo ficou cinco minutos na loja. Apanhou os relógios de oito mostruários - o mais barato está avaliado em R$ 12 mil e o mais caro, em R$ 120 mil. Colocou tudo em sacolas e, na hora da fuga, usou uma funcionária da Rolex como escudo. A loja ainda não divulgou o valor do prejuízo. Ninguém foi preso.

 

(Com Marcelo Godoy e Vitor Hugo Brandalise, de O Estado de S. Paulo)

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