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'Lado minoritário está perdendo para a maioria', diz Haddad

Novo zoneamento foi aprovado na Câmara após prefeito se comprometer a ampliar lista de atividades vetadas em bairros

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2015 | 14h54

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quinta-feira, 17, que o projeto de lei do novo zoneamento aprovado em primeira votação na Câmara Municipal ficou melhor porque "somou conhecimento técnico". Na noite desta quarta-feira, 16, Haddad ganhou a votação depois de se comprometer a ampliar a lista de atividades que serão vetadas em bairros residenciais.

Além de motéis, cursinhos, albergues e abrigos, agora baladas, bares e restaurantes de grande porte ficarão proibidos nas zonas corredores (ZCORs). 

"Por mais inteligente que seja o planejador, ele tem uma equipe de 15 a 20 pessoas. Na hora em que você abre as audiências públicas, você soma conhecimento técnico. É uma série de informações que vão aperfeiçoando a morfologia da cidade", afirmou Haddad. "O lado minoritário está perdendo para a maioria. Mas quando você abre a oportunidade para todo mundo falar, você vai equilibrando."

Segundo o prefeito, as alterações afetaram 0,1% das vias da capital. "99,9% permaneceram exatamente como no projeto original. Então, é natural que 0,1% tenha alguma flexibilização", destacou.

"Eram 800 pessoas no começo do processo que queriam apresentar sugestão de mudança e na última reunião eram 30. Ou seja, foi feito efetivamente um trabalho de incorporação de ideias inovadoras para a cidade funcionar bem de dia e de noite", disse o prefeito.

Um dos pontos mais polêmicos no projeto de lei proposto por Haddad era a permissão de comércio nas zonas corredor (ZCor). Algumas estão localizadas em áreas residenciais e, por isso, despertou críticas de moradores. 

Segundo Haddad, os corredores ficavam "apagados" à noite e ofereciam risco à segurança da região. O prefeito afirmou que, com a mais comércio nas zonas corredores, haverá uma mitigação dos riscos "moderada para que não comprometa o sossego das pessoas". Ele citou como exemplo pequenos bistrôs com número limitado de lugares e farmácias. 

"Aquele comércio e serviço que funciona à noite com moderação você evita que ao anoitecer a avenida perca completamente as suas características do dia e se transforme em alguma coisa completamente diferente do que era. As grandes metrópoles precisam disso", afirmou.

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