Kubica embalado para o GP de Silverstone

Polonês comemora renovação de contrato com a Renault, na qual permanecerá [br]por mais dois anos

Livio Oricchio, enviado especial a Silverstone, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

Os primeiros treinos livres do GP da Grã-Bretanha começam amanhã, no remodelado circuito de Silverstone. E a formação de pilotos das principais equipes na prova, décima do campeonato, deverá ser a mesma nas duas próximas temporadas também. Ontem, a Renault confirmou a renovação do contrato do competente polonês Robert Kubica por mais dois anos. E na McLaren, Red Bull, Ferrari e Mercedes, os pilotos também serão os mesmos, salvo surpresa, pouco provável.

A cara da Fórmula 1 não vai mudar tão cedo, pelo menos entre os times que lutam pelas dez primeiras colocações. Lewis Hamilton e Jenson Button, a dupla da McLaren, líderes do Mundial, têm compromisso com a escuderia até o fim de 2012. O mesmo vale para Felipe Massa e Fernando Alonso, na Ferrari, e Michael Schumacher e Nico Rosberg, na Mercedes. Na Red Bull, Sebastian Vettel renovou também até o término de 2012, enquanto Mark Webber, seu parceiro, apenas para 2011, mas, se continuar com o surpreendente bom desempenho das últimas corridas, ficará por lá da mesma forma.

Com Kubica na Renault até o fim de 2012, a única vaga em aberto, ainda, na prática, dentre as cinco melhores equipes da Fórmula 1, é a de Vitaly Petrov, parceiro de Kubica. O polonês não tinha outra opção, é bem verdade. Mas a Renault, liderada por ele, está crescendo rápido e a nova administração da equipe, o grupo de investimento Genii, encara a Fórmula 1 com seriedade, a ponto de definir importante elevação no orçamento dos próximos campeonatos.

A grande mudança na Fórmula 1 virá em 2013, quando a formação dos pilotos deverá ser substancialmente alterada e uma nova competição surgirá. O regulamento, em estudos, privilegiará o respeito ao meio ambiente em todos os níveis possíveis para uma disputa a motor. Mais: o contrato de Bernie Ecclestone com as equipes termina no fim de 2012. É muito provável que 2013 signifique, também, o início de uma nova era, a era sem Mister Ecclestone na condução dos negócios.

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