Kirenia Rodriguez: 'Meu salário é em Cuba, com o governo'

A médica cubana Kirenia Rodriguez, de 32 anos, faz parte da leva de 682 profissionais formados no exterior que participam do programa de treinamento nas próximas três semanas. Kirenia ficará em Brasília, com outros 175 profissionais vindos de Cuba, enquanto se prepara para seguir para o município onde vai atuar no programa Mais Médicos.

Entrevista com

Laís Alegretti / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2013 | 02h03

Por que a senhora resolveu participar do programa brasileiro e para qual cidade vai?

Eu ainda não sei para qual região eu vou, mas isso não importa. O importante é a solidariedade e levar saúde ao brasileiro. Estou muito feliz, é para isso que eu vim.

Qual será o maior desafio aqui no Brasil?

O mais importante é trabalhar e integrar o sistema de saúde brasileiro.

A senhora teve experiência em outros países, além de Cuba? Já atuou em regiões carentes?

Eu fiquei na Venezuela durante quatro anos e trabalhei lá na região amazônica. Era muito parecido. O importante é ajudar.

E a sua família?

Meu pai, minha mãe e meu marido, que é engenheiro, ficaram em Cuba. Está tudo bem.

Os cubanos são os únicos profissionais que não vão receber o valor integral da bolsa. Isso a incomoda?

Nenhum problema. Estou tranquila. Meu salário é em Cuba, com o governo cubano (ela não quis informar o valor que receberá pelo trabalho).

O chefe de um conselho regional de Medicina afirmou que não atenderia pessoas que tivessem sido tratadas por cubanos, caso houvesse algum problema. Isso a assusta?

Não. Eu fico tranquila. Eu vim aqui para trabalhar.

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