Kassab veta o Dia do Orgulho Heterossexual

Prefeito classifica o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal como 'discriminatório, inconstitucional, ilegal e contrário a interesses públicos'

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2011 | 00h00

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido), vetou o Dia Municipal do Orgulho Heterossexual, aprovado no dia 2 pela Câmara Municipal. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial.

Kassab classificou a proposta do vereador Carlos Apolinário (DEM) "discriminatória, inconstitucional, ilegal e contrária a interesses públicos".

Na justificativa, o prefeito argumenta que veta o projeto porque "não é necessário fazer grande esforço interpretativo para ler, nas entrelinhas, que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes".

Apesar de ter recebido críticas de militantes do movimento LGBT e até da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, a iniciativa paulistana deu origem a projetos semelhantes em outras cidades do Brasil.

2 PERGUNTAS PARA...

Carlos Apolinário, vereador

autor do projeto vetado por Kassab

1. O senhor vai levar o assunto adiante? Vou manter minha posição em relação a privilégios dos gays. Quero que seja votado meu projeto que proíbe manifestação na Avenida Paulista, com exceção da São Silvestre e Ano Novo. A luta continua.

2. Isso ajudou o senhor eleitoralmente? Não fiz com esse objetivo. Não tenho culpa de todos os sites estarem falando do veto do Dia Hétero. Estou aqui quietinho no gabinete.

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