Kassab quer dobrar gratificação de 'bico oficial' da Polícia Militar

Salário extra de cada uma das categorias poderá chegar a R$ 1.891 (praças) e R$ 2.524 (oficiais)

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2011 | 19h46

SÃO PAULO - O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) quer quase dobrar a gratificação paga aos PMs que participam da Operação Delegada. Para soldados, cabos e praças, a gratificação por hora trabalhada para a Prefeitura de São Paulo salta de R$ 12,33 para R$ 19,70, de acordo com projeto de lei enviado hoje pelo prefeito à Câmara Municipal. No caso dos oficiais (coronéis, subcomandantes, comandantes), o valor salta de R$ 16,45 para R$ 26,30.

 

Como, pelas regras do governo, cada policial pode prestar até 96 horas de serviço por mês, o salário de cada uma das categorias pago pelo município poderá chegar a R$ 1.891 (praças) e R$ 2.524 (oficiais). O reajuste também será aplicado aos policiais que trabalham na segurança do Gabinete de Kassab. Nesse caso para os oficiais a gratificação pula de R$ 2.684,60 para R$ 3 mil e, para os praças, o valor salta de R$ 1.105,40 para R$ 1.421,20.

 

A parceria entre a Prefeitura e a corporação, uma das bandeiras do prefeito, conta hoje com 3.800 homens que ajudam a combater principalmente o comércio de ambulantes nas ruas. O programa começou recrutando 250 policiais em dias de folga para atuar em centros de comércio popular, como a Rua 25 de Março, no centro.

 

Atualmente, a operação foi ampliada para todas as regiões da cidade, funcionando até durante 24 horas, e incorporou um novo convênio, assinado com o Corpo de Bombeiros. Nos próximos três anos a Prefeitura investirá R$ 320,4 milhões no convênio para incrementar o Programa de Combate ao Comércio Ambulante Ilegal. A conta desse convênio será paga, em parte, pelo sucessor do prefeito Gilberto Kassab, cujo segundo mandato termina no fim de 2012.

 

A Prefeitura diz garantir seguro e assistência médica aos PMs. Neste ano, o prefeito tem consolidado ainda mais os laços com os militares, que em janeiro chefiavam 16 das 31 subprefeituras da cidade. / COLABOROU BRUNO PAES MANSO

 

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