Kassab quer direcionar R$ 644 mi para Saúde

Prefeito nega que receita extra tire projetos 'da gaveta', mas nem hospitais saíram do papel

Diego Zanchetta e Felipe Grandin, de O Estado de S. Paulo,

18 Novembro 2009 | 07h33

Os R$ 644 milhões a mais que o aumento do IPTU vai trazer para os cofres da Prefeitura em 2010 devem ser direcionados principalmente para a área da Saúde, segundo declarou ontem o prefeito Gilberto Kassab (DEM). A estratégia do prefeito é colocar mais verbas justamente na área onde tem projetos que foram apresentados na campanha eleitoral de 2008, mas que até agora não saíram do papel. A construção de três hospitais na periferia (Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde), a R$ 300 milhões cada, por exemplo, poderá ser acelerada. As três unidades ainda estão em fase de projeto.

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Até o fim de 2012, conforme o Plano de Metas, também devem ser criadas 51 Assistências Médicas Ambulatoriais especializadas em atendimento odontológico (AMAs-Sorriso). Indagado sobre o tema, Kassab negou que o aumento de imposto sirva para "tirar projetos da gaveta". E voltou a defender o reajuste. "Trata-se de justiça tributária", reiterou.

Em 2009, em meio ao corte de verbas que atingiu todas as áreas do Orçamento, foram represados na Saúde, só no primeiro semestre, R$ 644,4 milhões, de um orçamento anual de R$ 5,4 bilhões. Para a ampliação e reforma dos equipamentos da Saúde, como as melhorias em prontos-socorros, foram congelados R$ 79,7 milhões de um total de R$ 104,1 milhões (77% do total). Os cortes foram facilmente negociados pelo prefeito no Legislativo e chegaram a R$ 2 bilhões, em comparação com a peça orçamentária original.

"Vamos tentar agora sugerir à Câmara o carimbo dos recursos para a Saúde, uma área prioritária. Outras vinculações também deverão ser respeitadas, como 31% para Educação e o comprometimento de 13% das receitas para as despesas da dívida pública com o governo federal, mas isso será debatido nas próximas semanas", afirmou o prefeito.

Kassab não descartou ainda elevar estimativas para as 31 subprefeituras, cuja previsão orçamentária média para 2010 foi reduzida em 22%. Nas poucas audiências do Orçamento realizadas até agora nos bairros e na região central, a população vem reclamando da falta de recursos para as subprefeituras. "Os serviços de zeladoria também são importantes e precisam ser bem avaliados no Orçamento", acrescentou o prefeito.

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