Kassab promete ação na Jacu para evitar mortes

Via na zona leste teve aumento de 150% no número de casos em 2011, passando de 10 para 25 vítimas

Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2012 | 22h30

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta sexta-feira, 4, que a Prefeitura vai implementar a sinalização e uma fiscalização "mais eficiente" para tentar coibir acidentes de trânsito, após o aumento dos casos na Avenida Jacu-Pêssego, zona leste, em 2011. A via teve 25 mortes no ano passado, ante 10 em 2010, variação de 150%.

A avenida teve aumento de fluxo de veículos, principalmente de caminhões, depois que ganhou novo acesso, que faz a ligação com o Trecho Sul do Rodoanel. O acréscimo de veículos por causa da obra era previsto desde 2010. No entanto, ainda hoje há pontos em que o pedestre tem de andar mais de 1 quilômetro antes de encontrar um ponto de travessia. Kassab disse que, "se fosse fácil evitar acidentes, não haveria nenhum acidente em nenhuma cidade do mundo".

Apesar do aumento do número de mortes, o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, afirmou que não houve acréscimo, desde que os dados sejam vistos "no contexto". "É importante dizer que efetivamente o aumento de fluxo foi muito grande e no índice de acidentes, que é a medida internacional, não houve aumento significativo", afirmou.

Segundo ele, a via deve passar a fazer parte do Programa de Proteção ao Pedestre e também poderá receber melhoria na sinalização e fiscalização. "Estamos acompanhando, ajustando o que for necessário."

Motocicletas. Kassab disse ainda que investirá em campanhas educativas e no transporte público para diminuir o número de acidentes com motos, que cresceu 7,1% no ano passado.

No total, foram 512 ocupantes de motos mortos em 2011. "Investindo em transporte público vamos reduzir o número de motociclistas na cidade. Vamos aqui lembrar que a maioria dos motociclistas de hoje é o office-boy de ontem, que andava de ônibus e hoje anda de moto", afirmou. Segundo ele, as metas e a pressa dos motoboys elevam o índice de acidentes. Mas, de acordo com a CET, apenas 8% dos motociclistas mortos eram motoboys.

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