Kassab nega relação entre contratos e doações eleitorais

Prefeito acredita que crise na administração municipal não afeta a imagem do governador José Serra

Ana Conceição, da Agência Estado,

22 Fevereiro 2010 | 12h29

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tentou nesta segunda-feira, 22, dissociar os contratos da Prefeitura com empreiteiras das doações que recebeu durante a campanha eleitoral de 2008. Questionado sobre as contratações milionárias, Kassab afirmou que as doações não têm relação com os contratos da administração municipal.

 

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"Uma coisa é a administração municipal, outra é a campanha. O governo é sério e pauta suas contratações em licitações transparentes", disse, após inaugurar, na região do Aricanduva, zona leste da capital paulista, o 12º Centro de Referência de Assistência Social (Cras). A vice-prefeita e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antonio, que também teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, acompanhou o prefeito no evento.

 

Eles chegaram ao local 20 minutos antes do horário previsto, participaram de uma breve cerimônia e, depois de meia hora, deixaram o local. Após entrevista coletiva, Kassab tentou demonstrar bom humor e disse que a única coisa que o deixou chateado no fim de semana foi a derrota do São Paulo pelo Palmeiras, por 2 a 0, neste domingo, 21.

 

Na rápida entrevista concedida após a inauguração, Kassab voltou a defender as contas de campanha e disse esperar que o Tribunal Regional Eleitoral (TER) manifeste-se pela aprovação. O advogado do prefeito, Ricardo Penteado, deve entrar com um recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após a publicação da cassação no "Diário Oficial" do Município, nesta terça, 23.

 

Kassab lembrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já decidiu favoravelmente em questões similares relacionadas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Existe, por parte da Justiça Eleitoral, um posicionamento dizendo que as doações são legais."

 

Serra

 

Questionado se mais esse arranhão na imagem da administração municipal poderia afetar uma eventual campanha do governador José Serra (PSDB) à Presidência da República, o afilhado do tucano desconversou. "Serra tem uma folha de serviços prestados no Brasil e tem algo que poucos têm no País, uma biografia extensão e limpa", afirmou Kassab.

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