Kassab manda subprefeitos percorrer 5 km por dia

Objetivo, diz Prefeitura, é fiscalizar serviços como limpeza urbana. Chefes de subprefeitura têm de fazer relatório semanal

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2011 | 00h00

De carro ou a pé, os 31 subprefeitos de São Paulo precisam agora percorrer cinco quilômetros por dia em busca de problemas na cidade. A nova obrigação foi definida em uma portaria do prefeito Gilberto Kassab (DEM) publicada no Diário Oficial da Cidade e em vigor desde ontem. Lixo, entulho, propagandas esotéricas e bocas de lobo entupidas estão entre os alvos das fiscalizações diárias dos subprefeitos.

A medida já causou polêmica e piadas nas subprefeituras. Os subprefeitos terão de publicar o resultado das vistorias a cada semana na internet. O objetivo de Kassab é colocar os assessores para verificar pessoalmente a qualidade dos serviços de zeladoria e de limpeza das ruas. "Temos de preparar um café reforçado agora para o nosso subprefeito", brincou ontem um funcionário da Subprefeitura de Perus, na zona norte da capital.

Os subprefeitos também terão de apresentar relatórios semanais que devem mostrar quais providências serão adotadas no caso dos problemas identificados. "Tem muita área de divisa das subprefeituras. Vai ter subprefeito que vai se encontrar no final do dia na frente de lixão", brincou um vereador com reduto eleitoral na zona sul.

Enchentes. Kassab argumenta que a obrigação é uma das ações da Prefeitura para combater as enchentes. A Prefeitura também quer que os chefes das subprefeituras ouçam a população. A portaria indica que devem ser percorridos "os corredores principais e transversais do sistema viário de cada região".

Pedômetro. Essa não é a primeira iniciativa da Prefeitura de estreitar o relacionamento dos subprefeitos com a população. Em 2005, Walter Feldman, então Secretário das Subprefeituras, afirmou que a administração municipal estudava importar para os subprefeitos aparelhos chamados de pedômetros, que contam os passos dados por uma pessoa.

A ideia era "estimular o subprefeito a sair do seu gabinete e ver problemas nas ruas". Na ocasião, um aparelho custava entre R$ 50 e R$ 100. Feldman chegou a usar o pedômetro, mas a ideia de fornecê-los aos subprefeitos não vingou.

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