Kassab estuda mudar lei de zoneamento na região de Congonhas

Prefeito pretende retirar postos de combustíveis instalados no perímeto do aeroporto

25 de julho de 2007 | 14h56

A Prefeitura de São Paulo anunciou a revisão do plano de zoneamento na região de Congonhas, na zona sul da cidade. Uma das mudanças pode levar ao fechamento de dez postos de combustíveis que ficam nas proximidades do aeroporto.  O acidente da TAM revelou a ameaça que alguns desses postos representam na área. Um deles, que chegou a ser atingido pelo Airbus A320 da TAM, por pouco não explodiu.  Outra discussão da lei de zoneamento é sobre as construções em volta do aeroporto. Um hotel de 11 andares, que ainda não está funcionando, foi construído a pouco mais de 600 metros, em linha reta, da cabeceira da pista de Congonhas. Um piloto que não quis se identificar afirmou que a altura do prédio pode atrapalhar os pousos.  A Aeronáutica, por sua vez, nega que a construção tenha provocado alterações nos pousos. O estudo foi feito em 2000 e os técnicos concluíram que o edifício não constituirá obstáculo à navegação aérea por encontrar-se abaixo da área de aproximação final da cabeceira". Para a Aeronáutica, o problema do prédio anexo à Boate e Balneário Bahamas é o nível de ruído, do lado de dentro.  A autorização para a construção de um hotel foi negada. Depois, foi autorizada a construção de um prédio comercial, desde que fosse realizado tratamento acústico. A prefeitura, então, liberou a construção, mas, em 2004, embargou a obra, porque ela não estava de acordo com a planta. Um pedido de anistia foi negado, mas o proprietário do prédio, Oscar Maroni, conseguiu continuar a construção, graças a uma liminar do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.  Em entrevista concedida à TV Globo, o prefeito Gilberto Kassab abordou a questão dos postos de combustíveis. "É evidente que, se todos nós brasileiros estamos cobrando do governo federal as suas responsabilidades, a cidade de São Paulo também tem de fazer a sua parte. O que eu determinei ainda ontem (terça-feira), quando veio essa imagem dos postos de gasolina, foi que se fizesse um levantamento dos postos dessa região e, mais do que isso, que se integrasse às regras da Aeronáutica para a região. Porque é isso que não estava acontecendo", disse. Indagado se é a proximidade dos postos com o Aeroporto de Congonhas que deverá ser proibida, o prefeito comentou que são coisas distintas. "Você pode ter postos de combustíveis, até dentro do aeroporto tem, mas existem regras de zoneamento da cidade e existem regras da Aeronáutica. Os dois órgãos têm de conversar entre si".

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