Kassab diz que greve é desleal e pede volta do Metrô em SP

Prefeito pede que metroviários voltem ao trabalho nesta quinta e diz que rodízio pode ser suspenso na sexta

João Vito Cinquepalmi, da Rádio Eldorado,

02 de agosto de 2007 | 09h47

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), afirmou em entrevista à Rádio Eldorado que considera "desleal a greve dos metroviários" desta quinta-feira, 2, em São Paulo. Com a paralisação, as linhas 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô não estão funcionando nesta quinta; enquanto isso, a Linha 1-Azul, que faz a ligação Jabaquara/Tucuruvi, começou a operar totalmente às 6 horas. A Linha 2 -Verde, que faz o trajeto Vila Madalena/Alto do Ipiranga, funcionava parcialmente, entre as estações Ana Rosa e Clínicas, até às 8 horas.  Trânsito ruim nas zonas leste e sul devido à greve do Metrô CET suspende rodízio em SP nesta quinta-feiraAlternativas para o transporteÔnibus operam com Plano de EmergênciaAcompanhe na Rádio Eldorado notícias sobre a greve  Kassab explicou que o Metrô é um serviço essencial e por isso não pode ser paralisado inteiramente, e ressaltou: "greve em serviço essencial é ilegal". Ele lembrou que os metroviários fazem este movimento grevista há tempos e que a lei que exige a não paralisação de serviços essenciais, não é respeitada. O prefeito de São Paulo alertou os motoristas que evitem a Avenida Paulista, onde há obras, e pediu para que a Avenida Washington Luiz, onde persiste o fechamento do trecho em frente ao Aeroporto de Congonhas, seja evitada. Em relação ao rodízio, que foi suspenso nesta quinta por conta da greve, Kassab anunciou que a proibição do rodízio poderá ser estendida para até a sexta-feira, 3. "Reivindicações absurdas" O secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan que os metroviários fazem reivindicações absurdas. Portella citou como exemplo o pedido de antecipação de parte da participação dos lucros e resultados, que teria dado origem a mais uma paralisação dos trabalhadores. "A categoria está analisando a nossa terceira proposta. Estamos fazendo o maior sacrifício possível. Agora, é um absurdo o que eles reivindicam. O resultado de algo que só é apurado no final de 2007 (participação nos lucros e resultados do Metrô) eles estão pedindo antecipação! Nosso limite é a tarifa e nós não vamos aumentar a tarifa", garantiu Portella. O secretário ainda questionou a decisão da categoria de entrar ou não em greve. Segundo ele, são cerca de 7.5 mil metroviários. Às vezes, porém, apenas 300 estão presentes nas assembléias, sendo 80 ou 100 ligados ao sindicato, que decidem pela paralisação. Com relação à última greve, que durou 12 horas, em junho, o José Luiz Portella assegurou que foram descontados o dia da paralisação e o fim de semana de quem paralisou as atividades. Texto alterado às 10h38 para acréscimo de informações.

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