Kassab diz que antecipará remoção de moradores

Agora, todas as famílias serão retiradas da favela; previsão era que as obras de reurbanização no local começassem em 2013

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2011 | 03h03

Por causa do incêndio que consumiu ontem quase a metade dos 600 barracos da Favela do Moinho, no centro de São Paulo, a Prefeitura mudou e antecipou os planos de intervenção no local. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse que todos os moradores serão removidos de lá imediatamente - incluídos os que não foram prejudicados pelas chamas. Anteriormente, pelo Plano Municipal de Habitação divulgado em outubro, a ideia era realizar obras de reurbanização a partir de 2013 e até 2016, ao custo total de R$ 41 milhões.

Kassab foi à favela ainda durante o incêndio e disse ter determinado às Secretarias de Habitação, Coordenação de Subprefeituras e de Assistência Social que iniciem já os trabalhos sociais para os moradores atingidos. E depois atendam as demais.

"Vamos antecipar uma medida para eliminar definitivamente a Favela do Moinho", disse Kassab, sem dar prazo para acabar com a favela, cravada na área da Operação Urbana Lapa-Brás. "Aquela região é adequada para uma estação de trem ou metrô."

A Prefeitura vai auxiliar com aluguel social (R$ 300) e abrigo. Por falta de moradia disponível, as famílias terão de esperar por programas que dão direito a casas em outras regiões. Segundo a pasta de Habitação, em 2006 a renda média era de R$ 902,65 entre as 375 famílias que moravam ali. A ocupação do terreno particular data de 1999.

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