Kassab diz que ação é 'criminosa' e motoristas fazem 'chantagem'

Prefeito ressalta que não cederá ao sindicato e afirma que caminhoneiros têm 15 horas para circular pela capital

O Estado de S.Paulo

07 Março 2012 | 03h01

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) classificou ontem à noite como "criminosa" a ação dos grevistas. "Imagens de TV mostram apedrejamento de veículos que estão sendo abastecidos. Está havendo piquete, o que é ilegal, uma violência. É uma ação criminosa e nós não vamos nos intimidar", disse ao Estado.

Antes de os grevistas cumprirem as ameaças, o prefeito adotava um tom diplomático, dizendo acreditar no "espírito público" da categoria. Repetia sempre acreditar no diálogo, confiando na negociação da Prefeitura com os sindicalistas. Agora, porém, subiu o tom. De acordo com Kassab, se a Prefeitura "fraquejar uma vez, vai fraquejar sempre". Por isso, segundo ele, a Prefeitura está "tranquila" diante da atual situação porque tomou as "decisões necessárias".

Para o prefeito, os grevistas estão fazendo "chantagem" e usando de "recursos inaceitáveis" durante o processo de negociação. Isso porque, segundo ele, a medida restritiva havia sido anunciada um ano atrás. "A restrição é para nove horas por dia. Eles têm 15 horas por dia para circular. Nas grandes cidades do mundo isso já acontece", disse.

Kassab justifica a proibição dos caminhões na Marginal do Tietê com o investimento de mais de R$ 9 bilhões na construção do Rodoanel. Os sindicalistas alegam que a obra não foi concluída nos Trechos Leste e Norte. "Então, não conhecem a cidade, porque a Jacu-Pêssego substitui o Rodoanel Leste."

Alckmin. Pela manhã, o governador Geraldo Alckmin disse ainda confiar em uma solução entre Prefeitura e manifestantes. "O importante é que as conversas estão acontecendo." /A.R.

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